Cuiabá, 15 de Novembro de 2019

CIDADES
Quarta-feira, 10 de Julho de 2019, 16h:20

MULTA DIÁRIA DE R$ 5 MIL

TJ nega recurso da Energisa e empresa é obrigada a criar posto de atendimento

Única News
Com assessoria

(Foto: Reprodução Internet)

O Tribunal de Justiça negou recurso da Energisa Mato Grosso pedindo cancelamento da condenação que obriga a instalar um posto de atendimento ao consumidor no município de Planalto da Serra (a 256 km de Cuiabá). O atendimento pertence a Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá) e a empresa ainda está obirgada a comunicar previamente a população de eventual interrupção no fornecimento da energia elétrica, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. 

De acordo com a promotora de Justiça, Anízia Tojal Serra Dantas, da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público Estadual (MPE). E, que a partir da decisão do STJ será instaurado um Procedimento Administrativo para notificar a concessionária de energia elétrica para que encaminhe ao Ministério Público relatórios mensais com todos os atendimentos realizados no posto, constando data, hora e objeto da reclamação, pelo período de seis meses, para que assim seja verificado se de fato a decisão está sendo cumprida.

De acordo com a notificação a ser enviada, a Energisa deverá fazer um comunicado formal aos consumidores, a ser divulgado na conta de energia, informando que o posto de atendimento foi instalado no município, com endereço certo, e que está à disposição da população, com funcionamento em determinado horário, de maneira que todos os consumidores que receberem a conta de luz sejam informados. O Ministério Público fará vistoria in loco em datas e horários não pré-determinados, para verificar se os atendimentos estão sendo feitos e o posto devidamente instalado. 

Além disso, o MPMT promoverá audiência pública para divulgar o teor da decisão e esclarecer as consequências do seu descumprimento.

“Ademais, vamos pedir apoio da comunidade local para que nos auxilie no sentido de fiscalizar o cumprimento da decisão, por meio de denúncias. Com isso, buscamos aproximar a sociedade da instituição de modo que a população compreenda que pode contar com o Ministério Público na  defesa dos seus direitos”, explicou a promotora. 


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