Cuiabá, 20 de Setembro de 2019

COMPORTAMENTO
Terça-feira, 25 de Junho de 2019, 13h:57

TRABALHO

Está desempregado? Veja dicas de recolocação de acordo com o momento da carreira e a qualificação

É comum durante o desemprego que profissional coloque em dúvida suas competências e habilidades. E nesse momento acabam pesando a idade, a formação acadêmica e a carreira escolhida, diz gerente executivo da Page Personnel.

Por G1

(Foto: Divulgação)

O profissional que está desempregado precisa direcionar seus esforços para se recolocar no mercado de trabalho levando em conta o momento de sua carreira e as qualificações que tem e precisa melhorar, em vez de colocar em dúvida suas competências e habilidades.

“O melhor a se fazer nessa hora é buscar respostas que ajudem a encontrar o melhor caminho para voltar ao mercado de trabalho. Tem muita gente que acaba não se recolocando porque faz escolhas incorretas. Isso acontece desde o momento do preenchimento do currículo até a fase de entrevistas. Todas essas etapas precisam ser feitas com muita coerência, precisão e profissionalismo. Quando essas etapas são respeitadas, as chances de recolocação aumentam”, explica Renato Trindade, gerente executivo da Page Personnel.

Veja dicas do consultor para quem está em busca de recolocação de acordo com o momento da carreira, qualificação e área de atuação:

 

Carreira

 

Para quem está no início

Este momento de carreira é muito importante. O profissional não deve abrir mão da remuneração, mas deve ter em mente que as primeiras experiências devem ter foco no aprendizado, em adquirir conhecimentos com os mais experientes.

É importante entender a estrutura da empresa e principalmente o gestor e pares. Eles serão os que mais ajudarão no desenvolvimento. Entenda durante a entrevista se o perfil da empresa é de investir na formação dos profissionais.

No início da carreira o profissional tem a oportunidade de errar em suas escolhas, por isso, esse é o momento de arriscar e ser arrojado nas decisões.

Para quem está no meio

É uma etapa de muitos questionamentos. Será que estou na empresa certa? A minha remuneração está adequada? Terei oportunidades de crescimento?

Nesta etapa, o profissional já tem uma boa visão de mercado, entendendo a dinâmica de cada empresa, conhecendo os concorrentes e conseguindo avaliar qual será o próximo passo da carreira. É o momento de avaliar o passado e o momento atual para decidir o futuro.

Esse questionamento é importante para entender os rumos da carreira até o momento e como evoluir como profissional. Nesta etapa o profissional tem menos espaço para erros e tentativas. É o momento de foco na carreira e crescimento.

Para quem está no fim/transição

É considerado por muitos o momento mais difícil na carreira. O profissional tem muita experiência, porém, a idade começa a pesar. O mercado cada vez mais busca profissionais jovens, atualizados e mão de obra mais barata. São realidades encontradas para quem está na etapa final da carreira.

Porém, não é o fim da linha. O profissional experiente ainda tem espaço no mercado, a preocupação com idade vem diminuindo aos poucos e abrindo novas oportunidades para profissionais com mais “rodagem”.

O profissional tem de conhecer muito bem o mercado e estar muito antenado às novidades. Saber valorizar seus conhecimentos, manter a energia alta, a resiliência e a disposição para enfrentar desafios e mostrar seu valor.

A atuação como consultor pode ser uma saída. O importante é o profissional mostrar seu valor, pesquisar muito sobre mercado e não deixar a idade impactar.

 

Qualificação

 

Para quem tem até ensino médio

Os cursos técnicos e profissionalizantes têm muito espaço na indústria. Esse profissional tem de estar atento às oportunidades, pois a retomada da indústria é lenta, com quadro de poucos funcionários. Quanto mais especializados e com mais conhecimento técnico, maior a oportunidade de conseguir uma boa posição.

Para quem tem superior completo/incompleto

Com o aumento do acesso ao ensino superior, a diversificação fica por conta não só da qualidade da instituição de ensino, mas como o profissional aproveita o ensino, como desenvolve suas competências técnicas e comportamentais e aplica em seu trabalho. Há ainda a necessidade de um conhecimento multidisciplinar, mesmo com formação técnica.

Exemplos:

 

  • Profissionais de áreas técnicas como engenharia e arquitetura buscando desenvolver sua comunicação, conhecimentos e administração.

 

  • Profissionais de tecnologia buscando aplicar conhecimento em administração, marketing e finanças.

 

  • Profissionais de administração buscando conhecimentos técnicos específicos de determinados mercado, como tecnologia ou mercado digital.

 

Para quem tem pós-graduação

O importante é a decisão do profissional de se tornar mais especialista ou generalista. É uma opção pessoal de carreira, mas que é o momento exato para definição. Analisar o mercado, entender as competências necessárias para o mercado que deseja atuar e conversar com executivos desses mercados ajudam na decisão e na busca de posições no mercado.

Para quem tem mestrado e doutorado

São profissionais que normalmente seguem uma carreira mais acadêmica, porém, esses cursos vêm ganhando muito espaço dentro do mercado corporativo.

Empresas com necessidades de profissionais muito especializados e mercados-nicho podem ser um alvo para mestres e doutores.

Para quem domina dois ou mais idiomas

O domínio do inglês já deixou de ser um diferencial para ser um pré-requisito, até mesmo em posições que não terão contato com outros países.

Hoje, o ponto não é mais falar ou não outra língua, mas a fluência, o conhecimento e adaptação a diferentes culturas e as formas de negociação de cada país e cultura.

 

Dicas gerais para recolocação

 

Habilidades fora da sua área técnica

Ter vasto conhecimento na sua área de formação é importante. Mas em algumas empresas que prezam por integração das áreas, o profissional que tiver conhecimento além da sua formação certamente irá se destacar na hora do processo seletivo.

“Algumas empresas integram suas áreas e intrinsecamente os seus funcionários sabem os processos além do seu escopo de trabalho. É uma nova dinâmica que poupa gastos para as empresas e permite que os colaboradores façam transição entre as áreas da empresa. E eles podem ser promovidos não necessariamente apenas na área em que trabalham”, comenta Trindade.

Hobbies

Quando um recrutador pergunta seus hobbies, uma das intenções é analisar se você tem uma válvula de escape fora do ambiente corporativo e se exercita sua mente. O fato de você ter interesses que não estejam apenas ligados ao trabalho mostra que você é uma pessoa dinâmica e que sabe separar e organizar os momentos do dia a dia.

“É essencial que você tenha hábitos de leitura, esportivos e culturais. Os avaliadores, na hora do recrutamento, não querem que você diga que é um workaholic e que sua dedicação é voltada apenas para o trabalho. Ter hobbies e hábitos saudáveis revela muito sobre sua personalidade na hora da entrevista”, diz.

Mudanças com as experiências anteriores

Mostre que sua passagem não foi em vão nas suas experiências anteriores, selecione um caso de trabalho e mostre como o aperfeiçoou. “Monte uma linha do tempo, pegue uma função que era executada na empresa antes da sua entrada, mostre a solução que você sugeriu e finalize contando como a nova dinâmica que você implementou modificou positivamente a área. Os recrutadores acham importante saber que você tem criatividade para apresentar novas perspectivas”, diz Trindade.

Mente aberta para novas funções

Estar aberto a novas possibilidades pode ser muito positivo no futuro. Você pode começar em uma nova área, totalmente diferente da que está habituado e se destacar. “Mesmo que você tenha que começar em um cargo mais operacional e não tão estratégico como o que você exercia na sua área de formação, você incrementará o seu currículo, além de descobrir novas possibilidades. Esteja sempre aberto para processos seletivos de outras áreas”, orienta.

Networking é habilidade

Por mais que pareça trivial, ter habilidades sociais é muito importante. “Lembre-se, toda pessoa com quem você tem um relacionamento positivo pode ser uma potencial referência no mercado de trabalho. É importante ser cordial e nunca fechar portas, pois muitos recrutadores buscam referências nas experiências anteriores”.

Atenção às redes sociais

As redes sociais são uma extensão de nós e de nosso currículo. Ao utilizarmos redes sociais voltadas para busca de empregos, mantenha-as sempre atualizadas e organizadas.

“Redes sociais em geral são uma extensão de nossos pensamentos e é comum que os recrutadores façam uma busca sobre você em suas redes. Procure não ser tão taxativo em opiniões e evite polêmicas. Nas redes sociais voltadas para o ambiente profissional, deixe seu currículo online organizado e sempre atualizado, mesmo que com pequenos cursos e trabalhos sociais feitos. Se você se mostra organizado e ponderado nas redes sociais, os recrutadores terão uma ideia positiva sobre você antes mesmo das primeiras etapas de entrevistas”, diz Trindade.


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.


LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO




VÍDEO PUBLICIDADE