Cuiabá, 18 de Setembro de 2019

ECONOMIA
Segunda-feira, 13 de Maio de 2019, 10h:02

AVIAÇÃO CIVIL

Azul protocola na Justiça nova proposta para comprar operações da Avianca Brasil

Empresa pede leilão de uma nova Unidade Produtiva Isolada, que inclua direitos de voo na ponte aérea Rio-São Paulo, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões.

Por Darlan Alvarenga, G1

(Foto: Celso Tavares/G1)

A aérea brasileira Azul informou nesta segunda-feira (13) que protocolou na Justiça uma nova proposta para tentar comprar parte das operações da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial e enfrenta dificuldades para manter suas atividades no país.

Em comunicado ao mercado, a Azul disse que requereu à 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, onde tramita a recuperação judicial, autorização para "realização de um processo competitivo visando a alienação judicial de uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI)" pelo valor mínimo de US$ 145 milhões (o equivalente a R$ 580 milhões).

Na prática, o pedido representa um retorno da Azul na disputa pela Avianca Brasil, com uma oferta superior à apresentada inicialmente. Em março, a empresa fez uma proposta de US$ 105 milhões para comprar parte das operações da Avianca Brasil, mas em abril anunciou a desistência, acusando Gol e Latam de agirem para evitar a concorrência da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, a mais cobiçada do país.

Segundo a Azul, a proposta de nova Unidade Produtiva Isolada "não invalida o procedimento de alienação judicial das 7 unidades produtivas isoladas", na forma do leilão estabelecido no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores. A UPI é uma espécie de empresa que seria criada a partir do desmembramento da companhia.

 

Nova proposta inclui 21 slots em Congonhas e 14 em Santos Dumont

 

Segundo a Azul, a proposta de nova UPI reúne 21 slots (autorizações de pouso e decolagem) que a Avianca detém atualmente no aeroporto de Congonhas, 14 no Santos Dumont e 7 em Brasília.

O leilão da Avianca Brasil aconteceria no dia 7 de maio, mas foi suspenso por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendendo a um pedido feito pela Swissport Brasil, que atua com serviços de logística em aeroportos.

Na visão da Azul, a alienação judicial pela nova configuração de UPI "oferece uma alternativa compreensiva, viável e verdadeiramente implementável, inclusive do ponto de vista operacional, regulatório e concorrencial", disse a empresa em comunicado.

 

Segundo a Azul, a nova proposta "confere à Avianca Brasil, seus empregados, consumidores, credores e demais interessados uma alternativa legal e legítima para viabilizar a monetização, uso continuado de bens e preservação de atividades que atualmente correm grave risco de paralisação".

"Além disso, a Nova UPI oferece uma real alternativa para aumentar a competitividade na ponte aérea entre Rio-SP", acrescentou o comunicado da Azul.

O pedido da Azul ainda está sujeito à análise da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo.

Procurada pelo G1, a Avianca Brasil informou que não vai comentar.

 

Avianca recorre da decisão que suspendeu o leilão

 

A Avianca Brasil recorreu da decisão que suspendeu o leilão e defendeu a legalidade de seu plano de recuperação. "A alienação de UPIs, com a destinação dos recursos recebidos para o pagamento de credores, é inequivocamente um meio legítimo de recuperação", disseram os advogados no recurso.

O leilão suspenso pela Justiça teria em disputa sete unidades produtivas isoladas (UPIs), com slots (autorizações de pouso e decolagem) da Avianca nos principais aeroportos brasileiros, concorridos por todas as empresas, além do programa Amigo, de fidelidade, com quase 3 milhões de clientes cadastrados.

As aeronaves da empresa não estariam incluídas no pregão. As UPIs não vendidas ficariam com a Avianca Brasil, até nova decisão da Justiça.

A divisão em 7 UPIs foi formatada após um dos maiores credores da Avianca, a Elliott Associates LP, fechar um acordo com a Gol e a Latam Brasil, que concordaram em fazer ofertas de ao menos US$ 70 milhões, cada uma delas, para pelo menos uma das 7 fatias da empresa.

A Avianca Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018. Os credores da companhia aérea aprovaram o plano em abril.


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