Cuiabá, 26 de Agosto de 2019

ECONOMIA
Terça-feira, 14 de Maio de 2019, 09h:57

ECONOMIA

Com crescimento econômico "aquém do esperado", BC indica juros estáveis

Avaliação está na ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que também apontou queda do PIB no primeiro trimestre deste ano.

Por Fábio Amato, G1
Brasília

(Foto: DR)

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) avaliou nesta terça-feira (14) que a economia brasileira vem crescendo num ritmo abaixo do esperado e que continua exposta a "incertezas" e que, por isso, precisa de mais tempo para decidir os "próximos passos da política monetária."

A avaliação está na ata da mais recente reunião do Copom, que aconteceu na semana passada. Nela, o Banco Central (BC) decidiu, pela 9ª vez seguida, manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 6,5% ao ano.

"O Copom julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta", diz a ata.

"O comitê considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", continua o texto.

 

Taxa Selic e a inflação

 

Todos os anos o governo fixa metas de inflação que precisam ser perseguidas pelo Banco Central. Para este ano, a meta central de inflação é de 4,25%.

O sistema, porém, prevê uma margem para cima e para baixo desse número, o que significa que o BC terá cumprido a meta caso a inflação oficial no ano varie fique dentro desse intervalo. Para 2019 ele vai de 2,75% a 5,75%.

A principal arma do Banco Central para atingir a meta de inflação é a taxa Selic. Se há indicativo de que a inflação ficará acima da meta, o BC eleva a Selic. A medida se reflete nos juros cobrados pelas instituições financeiras em geral e o crédito no país fica mais caro.

O objetivo é fazer com que o consumo caia, o que leva a desaceleração da inflação. Entretanto, também afeta o crescimento da economia e gera desemprego.

Por outro lado, se há indicativos de que a inflação está dentro da meta, o Banco Central pode baixar a taxa Selic. Mais uma vez, essa ação se reflete nos juros cobrados pelos bancos, que tendem a cair, estimulando a economia.

 

 

Recuo do PIB

 

A ata do Copom também destaca que indicadores apontam para um desempenho da economia brasileira "aquém do esperado" no primeiro trimestre e da probabilidade de queda no Produto Interno Bruto (PIB) no período.

"Os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais", diz o texto.

O Copom também avaliou que "os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem e que incertezas sobre políticas econômicas e de natureza geopolítica podem contribuir para um crescimento global ainda menor", o que se refletiria no Brasil.

De acordo com o Copom, porém, a expectativa é de retomada do crescimento nos próximos meses.

"Os membros do Copom avaliam que o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas o cenário básico contempla sua retomada adiante."

Essa recuperação do crescimento econômico, aponta a ata, depende do avanço das reformas, notadamente a da Previdência, mas também de outras medidas para aumentar a produtividade no país e a "flexibilidade da economia", além da melhoria do ambiente de negócios.


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