Cuiabá, 21 de Agosto de 2019

POLÍCIA
Quarta-feira, 05 de Junho de 2019, 17h:08

ESTÁ AFASTADO DO CARGO

Auditor da prefeitura de Cáceres é acusado de estuprar três mulheres

Fernanda Nazário
Única News

O auditor da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) de Cáceres, Cristiano Alves Xavier de Gouveia, é acusado de estuprar três mulheres na sede da pasta. Os fatos teriam acontecidos em abril de 2018. Uma Comissão Processante foi instaurada para investigar a conduta do servidor público.

Após relatório final da Comissão, o município decidiu afastar Cristiano até que os fatos sejam esclarecidos pela polícia. O afastamento dele consta no Diário Oficial do município, que circulou na segunda-feira (03).

Das três vítimas do abuso, uma trabalha no comércio de Cáceres e outras duas trabalhavam, à época dos fatos, na Sefaz da cidade. Todas elas relatam situações semelhantes, em que o servidor as forçava a entrar em ambientes fechados e a masturbá-lo. O ato inclusive virou inquérito policial após denúncia de uma das vítimas.

“Ele veio me agarrando, me puxando, tentou abaixar minha saia, ficou me apalpando, abriu a calça, tirou o pênis para fora, pegou minha mão e colocou no pênis dele”, diz o relato da mulher que trabalha no comércio de Cáceres.

“Ao sair do banheiro, ele me puxou pro banheiro masculino, tampou minha boca, colocou o órgão genital pra fora e começou a se masturbar”, diz a segunda vítima.

A terceira vítima também teria sido forçada a entrar no banheiro com o suspeito. “Ele tentou desabotoar minha calça para colocar o pênis em mim, ficou se masturbando e ejaculou no vaso”, diz trecho.

Durante depoimento na delegacia e no Processo Administrativo Disciplinar, o servidor disse que tinha um caso com uma das vítimas. Ele alega que, por ela não ser solteira e para se ver livre de qualquer problema com seu companheiro, “criou essas inverdades para desconstruir a aventura amorosa”, com intenção de prejudicar a vida de Cristiano.

Já as outras duas mulheres costumavam ir embora de carona com ele, mas ele não pode mais levá-las em casa, porque passou a oferecer carona à outra mulher da secretaria. E, segundo o servidor, isso causou ciúmes às vítimas, o que “as levou a fazer as acusações falsas”.

“Ressaltamos que a vida pessoal do acusado e da suposta vítima não são objetos deste PAD. Analisa-se infrações administrativas disciplinares, se de fato os atos denunciados foram praticados pelo servidor em seu local de trabalho, mediante ação premeditada, força física e coação, e que a defesa demonstre no decorrer da instrução dos autos a armação da suposta vítima conforme vem alegando”, diz trecho do PAD.

O inquérito policial foi encerrado e o auditor foi indiciado por estupro. O processo foi enviado pela delegacia ao judiciário.


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