Cuiabá, 20 de Outubro de 2019

POLÍCIA
Quinta-feira, 20 de Junho de 2019, 18h:18

INTERFERIU NAS INVESTIGAÇÕES

PM acusa vereador de tentar impedir prisão de membros do Comando Vermelho

Única News
Da Redação

ALMT

O 4° Batalhão da Polícia Militar, em Feliz Natal (a 530km de Cuiabá), protocolou denúncia contra um vereador do município, suspeito de envolvimento em um esquema de desmatamento ilegal. Ele estaria atentando contra as investigações. De acordo com a denúncia, existe um suposto envolvimento do vereador Ademir Alves de Oliveira, do PMDB (conhecido como Pipoca), em um esquema dirigido pelo Comando Vermelho de desmatamento de terras ilegal.

A área em questão está localizada nos fundos de um assentamento rural. Para a Polícia, não há dúvidas de que o parlamentar estaria utilizando de seu cargo para impedir as investigações e até coagir membros do batalhão, cometendo quebra de decoro parlamentar, além de vir a Cuiabá solicitar transferência de membros da investigação juntamente com troca de comando.

“O vereador Ademir e demais vereadores, foram até a Capital alegando busca de recursos para a cidade, mas solicitaram uma audiência com o senhor secretário de segurança pública e o senhor comandante geral da Policia Militar de Mato Grosso e nesses encontros foram apresentados pedidos de transferência e de troca de comando deste batalhão”, diz a denúncia do 4º Batalhão. O documento diz ainda que Pipoca teria usado a tribuna para alegar que a Polícia realizou apreensões com flagrantes criados “contra trabalhadores”, solicitações essas que foram prontamente recusadas.

Logo após a solicitação, foi deflagrada uma nova operação policial, entre os dias 25 a 28 de maio. A operação gerou uma grande gama de apreensões e prisões no município de Feliz Natal. De acordo com a denúncia, mais de uma vez o vereador teria usado a tribuna para desqualificar os policiais, dizendo que a operação teria sido frustrada, citando o nome do capitão Dantas e também que o comandante era “ruim” e estava fazendo de tudo “para se aparecer”.

A denúncia ainda traz que as pessoas defendidas pelo vereador Pipoca, como “trabalhadores”, são três suspeitos de espancar e torturar um idoso, além de suspeitos de tráfico de drogas presos em flagrante com 23 tabletes de substâncias análogas à maconha, 4 sacolas contendo maconha, duas balanças de precisão, 250 gramas de pasta base de cocaína e 20 munições intactas de calibre 38.

Em trecho da denúncia enviada ao MP, os policiais ainda apresentaram a estrutura criminal, com níveis de lideranças e atuações definidas da organização criminosa. Segundo relatos, as frentes da facção são: núcleo de controle financeiro e político do crime; operadores do crime – ambiental; operadores do crime de tráfico de drogas – armas de fogo, roubos, execução de pessoas, ambiental, segurança armada na reserva e operadores braçais.

Outro lado

O vereador Ademir Alves de Oliveira (Pipoca), do PMDB, alegou que as acusações contra ele fazem parte de um movimento político e que suas reivindicações estão sendo deturpadas. De acordo com o parlamentar, ele nunca teria feito apologia ao crime organizado e nem mesmo teria solicitado a mudança de comando na cidade.

“Na verdade eu acredito que o comandante queira ser prefeito ou algo assim. Eu defendi sim pessoas no púlpito, mas não membros do Comando Vermelho. Eu defendi pessoas que cometeram “crimes ambientais” por ignorância ou falta de informação. Agora estão dizendo tudo isso, eles que estão misturando os crimes. Eu fui até Cuiabá sim pedir aumento de policiamento porque nossa cidade estava envolta em crimes, mas não a mudança de comando”, explicou o parlamentar, confirmando ainda que acredita que o Comando (Policial) não esteja agindo de maneira adequada.

“Chegou um momento em que as pessoas eram roubadas em nossa cidade e que nem iam na polícia, iam direto no chefe do Comando Vermelho para pedir os pertences de volta, e a nossa polícia aqui preocupada com outras coisas, foi isso que defendi em plenário”, argumentou o parlamentar. (Com Colíder News)


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