Cuiabá, 17 de Junho de 2019

POLÍCIA
Quarta-feira, 12 de Junho de 2019, 11h:17

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Policiais que formaram grupo de extermínio são condenados a 30 anos de prisão

Única News
Da Redação

(Foto:reprodução/ilustrativa)

Dois policiais militar foram condenados a 30 anos de prisão, cada um, por homicídio qualificado praticado contra Luciano Militão da Silva e por tentativa de homicído contra Célia Regina da Silva, em março de 2016.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), os réus Helbert de França Silva e José Edmilson Pires dos Santos, eram integrantes de um grupo de extermínio conhecido como "Os Mercenários". Com a condenação em regime fechado, os dois perderam o cargo na Polícia Militar.

O caso que teve repercussão nacional foi representado por quatro promotores de Justiça. Ainda existem mais dois julgamentos previstos para acontecer nos dias 24 de junho e 2 de julho.

Segundo as investigações da Polícia Civil, no dia 20 de março de 2016, Militão foi morto na porta de casa com vários tiros disparados pelos policiais Helbert e José Edmilson, no bairro Construmat, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). Célia, a esposa de Militão, estava com ele, quando os policiais chegaram atirando. Ela conseguiu fugir para dentro de casa com um tiro no braço.

Militão foi atingido no rosto e no peito. Ele morreu no local. Célia foi socorrida e encaminhada para o Pronto Socorro e liberada sem risco de morte. Militão já tinha sido preso por tentar matar o namorado da enteada e ainda usar a própria esposa e uma criança como "escudo humano" para fugir dos tiros da Polícia Militar. Na casa do namorado da enteada, ele recebeu a PM com tiros e depois de uma hora de negociação, ele se rendeu e foi preso. Em seguida, ele saiu da prisão para responder em liberdade.

Conforme ainda o MP, "Os Mercenários" era formado por cerca de seis policiais militares e civis. “Vale repetir que este grupo tinha um grande poder ofensivo e intimidador, utilizando até mesmo de coação no curso do processo, mediante ameaça às testemunhas”, diz a sentença.

O grupo ainda possuía todo um aparato para cometer os crimes, como armamento sofisticado, rádio amador, silenciador de tiros e diversos carros e motocicletas com placas frias. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido vítimas do grupo.

Os sentenciados José Edmilson e Helbert de França Silva respondem a mais quatro ações penais, todas pela prática de crimes dolosos contra vida, praticados por motivação e circunstâncias semelhantes ao caso que foi julgado. Eles estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.


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