Cuiabá, 19 de Setembro de 2019

POLÍTICA
Sábado, 29 de Junho de 2019, 16h:08

REGIÃO OESTE

Audiência pública discute segurança na área de fronteira com a Bolívia

Única News
Com assessoria

(Foto: Reprodução)

Com o objetivo de tratar da ‘Política e Estratégia de Segurança Pública na área de fronteira da Região Oeste’ será realizada uma audiência pública pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso no dia 11 de julho, às 13h, no Auditório Licínio Monteiro. Esta é uma iniciativa do deputado estadual Dr. Gimenez (PV) que busca articular as ações e os investimentos para fazer frente aos altos índices de criminalidade. 

O parlamentar pontua que esse reforço nas ações de segurança é urgente, tendo em vista o aumento de roubos, furtos e sequestros nos munícipios fronteiriços com a Bolívia, região por onde há grande fluxo de tráfico de drogas. Ele cita o recente caso da vice-prefeita de Gloria D’Oeste, Geovana Greve, que foi feita de refém junto com a família durante um roubo à residência, na madrugada do dia 21 de junho. 

“A ação foi muito violenta e durou cerca de duas horas, momento em que os criminosos apontaram uma arma para a cabeça de uma das vítimas. Tudo aconteceu bem na área central da cidade, quando a família voltava da festa de peão, pois era aniversário de Glória. Os bandidos levaram objetos, joias em ouro, uma caminhonete Hilux e uma motocicleta”. 

Dr. Gimenez relata que o prefeito do mesmo município, Paulo Remédio, também sofreu um assaltado e foi feito de refém, junto de familiares, em uma propriedade rural por volta das 22h, no mês de abril deste ano. Os bandidos estavam fortemente armados e fizeram pressão psicológica com as vítimas por mais de 2 horas, que ficaram em cárcere privado, logo após levaram os veículos da família. 

“Estes são apenas dois exemplos de muitos outros, nesta semana mesmo, tive conhecimento de dois assaltos à mão armada em São José dos Quatro Marcos, o que nos provoca uma sensação muito grande de insegurança, por isso é necessário que possamos identificar as quadrilhas atuantes, para prender seus membros e agir preventivamente”, relata o deputado, que reforça o medo dos cidadãos com a crescente onda de violência.

Foram convidados representantes das principais instituições das forças de segurança estaduais que compõem a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), bem como de outras instituições do sistema de justiça criminal e de segurança pública nas esferas federal e municipal. Durante o encontro, cada entidade poderá expor sua expertise e a proposta de plano de atuação conjunta. A ideia é somar esforços. 

Melhorias urgentes

Na avaliação do tenente-coronel Antônio Nivaldo de Lara Filho, comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar, sediado em Cáceres (217 km a oeste de Cuiabá), e secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) do município, esta será uma oportunidade para articular as estratégias e boas práticas voltadas à região que reúne 28 municípios. “Temos várias propostas de melhoria na área da segurança que precisam ser amplamente debatidas”. 

Um dos investimentos pleiteado para a região consiste na ampliação do sistema de monitoramento via câmera OCR (leitores ópticos de caracteres). A ferramenta, segundo tenente-coronel Lara, precisar ser implantada em todos os pontos estratégicos, como Tangará da Serra e Cáceres, principalmente, de modo a mapear e interceptar a rota de quadrilhas que atuam em roubos e furtos de veículos no Estado.

 “Temos que melhorar nosso monitoramento nas rodovias federais, a exemplo das BRs 174 e 070, e nas estradas estaduais de munícipios estratégicos, pois é fundamental não deixar que os criminosos cheguem tão perto da fronteira com a Bolívia. Naquela região as estradas são de chão e de difícil acesso, o que dificuldade nossa equipe de trabalhar, até por falta de viaturas adequadas”.

O comandante afirma que há outros investimentos prioritários para a faixa de fronteira, entre eles, a implantação de uma base do Centro Integrado de Operações Aéreas, o que tornaria as respostas às demandas mais rápidas. “Também temos falhas na nossa comunicação, que precisa ser via digital e por rádio analógico, evitando assim qualquer interceptação das informações da polícia”.


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