Cuiabá, 21 de Agosto de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 20 de Junho de 2019, 14h:08

“BOLA DE NEVE”

Com emendas atrasadas, Janaína pede bom senso de deputados ao fazer promessas

Euziany Teodoro
Única News

ALMT

A deputada estadual Janaína Riva (MDB), vice-presidente da Assembleia Legislativa, se reuniu esta semana com o governador Mauro Mendes (DEM) para tratar das emendas parlamentares que estão atrasadas. Nos últimos anos, o Estado tem pago o equivalente a apenas 1% das emendas propostas pelos deputados, o resto se acumula.

Ciente da situação financeira do Executivo, Janaína alertou para a necessidade de que os deputados tenham bom senso ao escolher os projetos para os quais pretendem destinar as emendas. Para ela, é preciso ter prioridades.

“Se não tem dinheiro pra pagar o que foi feito no ano passado, não tem condições da gente fazer novas indicações esse ano, antes de pagar o que ficou pra trás. O que adianta ter emendas e não ter dinheiro depois? Vai virar uma bola de neve. Eu concordo que o deputado tem que ter liberdade, mas não tem como deixar de atender uma escola que precisa de um banheiro e indicar uma construção de um laboratório de informática. A gente não está trabalhando com prioridades. Estamos trabalhando na contramão do que o estado precisa”, disse.

Com a notícia de que alguns deputados estariam sendo hostilizados no interior por não conseguir destinar as emendas para os projetos que inidicaram, Janaína defende que os parlamentares precisam ter cuidado com as promessas que fazem.

“Tem que tomar cuidado com as promessas que faz em campanha. Tem gente que fez promessa que só governador ou senador que executa. Nós reconhecemos o decreto de calamidade, mas aí faz emenda do jeito que bem entende. Temos que trabalhar com prioridade”.

Segundo ela, Mauro Mendes fez o compromisso de levantar os números e descobrir quanto, afinal, ainda não foi pago para as emendas parlamentares. No entanto, segundo ela, só na área da cultura já são mais de R$ 12 milhões.

“O governador ficou comprometido de fazer esse levantamento geral. Só da cultura, pra se ter uma ideia, são R$ 12 milhões de emendas não pagas, em restos a pagar. É aquilo que está executado, liquidado e que se tornou restos a pagar. Não tiro o mérito de ser ele (Mauro Mendes) que está pagando essas emendas, mesmo sendo de anos passados. Mas a questão é que não vem ao caso quem indicou, a prefeitura tem a necessidade”.


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