Cuiabá, 26 de Agosto de 2019

POLÍTICA
Quarta-feira, 12 de Junho de 2019, 17h:57

PARA COMBATER DELAÇÃO

Eder diz que ex-BicBanco é peça nova em ação e pede para depor novamente

Fernanda Nazário
Única News

Foto: (Reprodução/Web)

O ex-secretário de Estado das gestões de Blairo Maggi e Silva Barbosa, Eder Moraes, diz que o ex-superintendente do BicBanco de Mato Grosso, Luís Carlos Cuzziol, é uma peça nova nas investigações sobre o esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e crimes financeiros descortinados pela Operação Ararath e, por isso, pede para ser ouvido novamente para combater ponto a ponto da delação de Cuzziol.

Eder critica o comportamento do Ministério Público Federal (MPF), que ofereceu a denúncia contra Cuzziol e fez surgir uma delação depois de já ter ouvido todas as defesas e acusações do caso. “Isso é um erro crasso, que jamais o Ministério Público poderia se comportar dessa maneira. Como você ouve todas as testemunhas de defesa e acusação e depois apresenta uma peça nova no processo? Então tem que ser feito um redepoimento de todas as testemunhas, porque pode ter questionamentos a serem feitos dentro dessa delação que ele fez”, diz o ex-secretário.

Eder diz que não tem nada a temer com a delação de Cuzziol e se defende de qualquer suposta acusação, alegando que estão ‘tentando criminalizar uma rotina bancária’. Ele chama essa situação de “abuso de acusar” e pretende combatê-la. “Não acessamos a delação, mas vamos combater ponto a ponto a fala dele”.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) homologou a delação de Cuzziol em abril deste ano. Ele foi ouvido na tarde desta quarta-feira (12), na 5ª vara de Cuiabá, pelo responsável pela ação, Jeferson Schneider.

A Ararath

A Operação Ararath foi realizada pela Polícia Federal para apurar a realização de pagamentos ilegais, por parte do Governo Silval Barbosa, para empreiteiras, além do desvio desses recursos em favor de agentes públicos e empresários através da utilização de instituição financeira clandestina.

A análise de documentos apontou a utilização de complexas medidas de "engenharia financeira" praticadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dada a valores de precatórios pagos pelo Governo de Mato Grosso.

A Operação já teve 15 fases, sendo que a primeira foi em novembro de 2013, para desarticular a quadrilha envolvida em lavagem de dinheiro e crimes financeiros no estado, através de factorings de fachadas e outras empresas.


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