Cuiabá, 19 de Março de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019, 11h:16

CAIXA NO VERMELHO

Jayme diz que caos financeiro tornou o Estado "quase" ingovernável

Da Redação

Foto: (Reprodução/Web)

(Foto: Assessoria)

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O senador diplomado, Jayme Campos (DEM), em conversa com jornalistas, afirmou que o governador democrata Mauro Mendes deveria - como primeira medida -, ter dialogado com o Fórum Sindical e os deputados estaduais, antes de anunciar a imprensa sobre o escalonamento e o parcelamento do 13º salário.

Jayme relatou que alguns parlamentares ficaram chateados com o fato de Mendes ter tomado medidas, principalmente em relação aos servidores públicos, sem ter aberto um diálogo com o setor e com os deputados. E, claro, deixou algumas lideranças sindicais na defensiva.

O democrata analisou que na corrida para resolver as pendência deixadas por Taques para ele como herança, o levou a pecar neste quesito mas, obviamente, não há em suas posições nada que o desabone, pois é um gestor experiente.

“Algumas medidas amargas precisam ser tomadas diante do cenário financeiro do Estado, mas sem perder o diálogo. O entendimento precisa ser feito, não apenas em relação aos servidores públicos, mas com toda a sociedade. O encaminhamento está sendo feito e o que tenho visto e ouvido é que gerou uma certa insatisfação, na medida em que os sindicatos e até mesmo alguns deputados estaduais com quem conversei, se ressentiram do governador tomar estas medidas, antes de ouvi-los”, afirmou.

Jayme relatou que a situação fiscal e financeira do Estado é bastante desfavorável. E apontou que a diferença entre receitas e despesas que o Executivo estadual terá neste mês de janeiro chega a R$ 200 milhões.

“Mendes terá que reverter um cenário com ações, colocando as finanças em dia não só com o servidor público, mas também com fornecedores, empreiteiros e prestadores de serviço. Não é um cenário favorável. A previsão que temos para janeiro é de um déficit de R$ 200 milhões. Mato Grosso está quase ingovernável. Tem que se tomar medidas drásticas”, pontuou.

O democrata ressaltou que, de agora em diante, Mendes deverá abrir o diálogo com os setores e com os parlamentares, para não cometer os mesmos erros que o ex-governador Pedro Taques (PSDB). Afirmando que o seu colega de partido tem experiência política e que, antes de ser governador, foi prefeito de Cuiabá.

“O deputado quer ser ouvido. Vim para a AL e teve deputado que me fez ponderações de que não foi ouvido e que o Mendes não sentou com parlamentares que não estiveram em sua coligação, mas que estariam dispostos a fazer parte de sua base de apoio na Casa. O governador tem experiência e já foi prefeito. Sabe conversar”, destacou.


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