Cuiabá, 21 de Setembro de 2019

POLÍTICA
Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019, 09h:38

FAKE DELIVERY

Mauro Mendes lamenta operação na Seduc que investiga desvio de verbas

Alexandra Lopes
Única News

Mayke Toscano

O governador Mauro Mendes (DEM) lamentou, nessa terça-feira (20), que a Secretaria de Estado de Educação tenha sido alvo de mais uma operação policial por conta de crimes praticados durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Acontece que, na segunda-feira (19), a Polícia Civil deflagrou a Operação "Fake Delivery", que apura o desvio de R$ 1,1 milhão, que seria destinado para a compra de materiais para comunidade indígena e quilombola.

“Não tinha o menor conhecimento dos fatos. Muito menos da Operação. Isso é feito com total independência pelos órgãos de controle e investigação. A minha preocupação sempre existe com a administração pública e tento combater isso com exemplo. Procuro fazer sempre as coisas absolutamente corretas. Peço para que façam corretamente e oriento dessa forma. Eu espero que possamos fazer dessas tristes histórias, de um passado não muito distante, uma coisa que cada vez mais se distancie aqui do Estado de Mato Grosso. Agora nós, toda vez que identificarmos, certamente iremos tomar as providências para que isso que possa ser punido no rigor na lei”, disse o democrata.

A declaração foi dada durante inauguração da nova linha de produção da fábrica da Coca-Cola, em Várzea Grande, que aconteceu de ontem.

Entenda

A operação denominada "Fake Delivery" apura a aquisição de materiais destinados a escolas indígenas. Francisvaldo Pereira de Assunção, ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) à época, foi preso durante as investigações.

Francisvaldo atualmente está cedido à Assembleia Legislativa. É assessor parlamentar do deputado petista Valdir Barranco, mas não há indicativo de participação de qualquer parlamentar na investigação em andamento, até o momento.

Além do mandado de prisão expedido para Francisvaldo, também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência da agora deputada federal, Rosa Neide Sandes de Almeida (PT), que era secretária na ocasião da aquisição dos materiais, no final do ano de 2014.

O destino de mais de R$ 1,1 milhão em materiais “supostamente” entregues na sede da SEDUC, ao Secretário Adjunto de Administração Sistêmica, é apurado. As informações foram remetidas à DEFAZ em 2017, através do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, indicando irregularidades na aquisição de materiais escolares pela Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (SEDUC), tendo como destinatário final unidades escolares indígenas, no final do ano 2014.

Cinco irregularidades foram detectadas, sendo elas: 1. Ausência de comprovação da necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado; 2. Ausência de planejamento nas aquisições; 3. Ausência de comprovação de vantagens na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013 – derivada do Pregão Presencial nº. 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso – Fundação Selva; 4. Ausência de elaboração de contratos, vez que foram substituídos por ordens de fornecimento; 5. Ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor de R$ 1.134.836,76.


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