Cuiabá, 20 de Outubro de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 06 de Junho de 2019, 14h:56

EM JURERÊ INTERNACIONAL

MPE nega pedido de Silval e manda ele procurar Justiça sobre mansão invadida por Valdir Piran

Única News
Da Redação

mansão silval

 

O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contrário ao pedido do ex-governador Silval Barbosa, que acusa o empresário Valdir Piran, de ter invadido a sua mansão localizada em Jujerê Internacional, em Santa Catarina (SC), para que a Vara de Execução Penal em Cuiabá, decida sobre o destino do imóvel.

Em parecer ministerial, o promotor de Justiça, Mauro Poderoso, afirma que o MPE defende que Justiça apure tal invasão, "porém, não cabe na Lei de Execução Penal a discussão desse assunto".

"Diante deste cenário, se assim entender, deverá o reeducando/colaborador entrar na justiça competente, para requerer os direitos que alega ter", diz trecho do documento.

Silval acusa Piran de "posse ilegal e ilegítima", já que a mansão teria sido comprada do ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD).

Silval diz que Piran sabia dessa transação e que após ter sido preso em setembro de 2015, o empresário "invadiu o referido imóvel, sem o consentimento e concordância do reeducando/colaborador, alegando que Gilmar Fabris possuía dívidas com ele", explica o promotor em seu parecer.

Silval solicitava que Piran e Fabris fossem intimados pelo juiz Geraldo Fidelis. Caberá ao magistrado, decidir se acata ou não o pedido.

Em sua delação premiada, Silval Barbosa disse que em 2014 comprou a propriedade do ex-deputado que, o pressionava para arrecadar verba em prol da campanha pela reeleição a Assembleia.

Silval afirma que pagou cerca de R$ 3,5 milhões para comprar o imóvel localizado a quatro quadras da praia.

Na delação, o então governador disse que repassou para Fabris R$ 1,8 milhão, cujo montante foi oriundo de um esquema de desvio de combustível. Silval explica que entre 2013 e 2014 a Petrobras S/A respondia a execuções fiscais milionárias perante o Estado.

Essa parcela teria sido dada por um proprietário de posto de combustível, na saída para Chapada dos Guimarães, identificado apenas como “Kaká”.

Este teria telefonado para o deputado e pedido para ele comparecer em seu escritório. Ao chegar lá, o empresário teria explicado que Silval Barbosa determinou que ele pagasse R$ 1 milhão a Fabris, o que foi feito em cheque.

(Com Gazeta Digital)


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