Cuiabá, 16 de Setembro de 2019

POLÍTICA
Sexta-feira, 09 de Agosto de 2019, 14h:05

APÓS TROCA DE FARPAS

Pinheiro diz que não vai mais brigar com Mauro Mendes e anuncia fase ‘paz e amor’

Fernanda Nazário
Única News

Gilberto Leite

Após troca de farpas entre o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o governador Mauro Mendes (DEM), em torno de diversos temas, como saúde e servidores, o chefe do executivo municipal disse que não vai mais cair na pilha de quem quer “jogar um contra o outro”. Ele anunciou que, a partir de agora, vai ser “paz e amor”.

O desentendimento entre os dois gestores começou na época do imbróglio da então Santa Casa da Misericórdia, em que um jogava para o outro a responsabilidade do local. Na imprensa, Mendes chegou a dizer que, quando estava à frente da prefeitura da capital mato-grossense, entre 2013 e 2016, a unidade de saúde nunca fechou as portas. Já Pinheiro disse que a responsabilidade do lugar não era dele. Por fim, o Estado assumiu a gestão do hospital.

Passado esse tema, os dois seguiram trocando farpas, por meio de comentários à imprensa, sobre o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), a greve da educação estadual, que já ultrapassou 70 dias, e o Reajuste Geral Anual (RGA).

Na última segunda-feira (5), o assunto Santa Casa entrou em pauta novamente. Em entrevista a TV Vila Real, Mendes disse que a prefeitura não fez o que deveria ter feito. Em resposta ao governador, Pinheiro disse, nesta sexta-feira (8), que tem compromisso com a verdade e que o gestor estadual se equivocou ouvindo pessoas que tentam jogar um contra o outro.

“Eu tenho compromisso com a verdade. Digo que ele se equivocou ouvindo pessoas que tentam jogar o Mauro contra Emanuel e Emanuel contra Mauro e começa a levar coisas que acaba irritando um e outro. É gente da equipe dele, da imprensa, da minha equipe. Por isso que vou ser agora paz e amor. A partir de hoje, não vou mais brigar com o governador, não vou mais cair nesta pilha”, anunciou o prefeito.

Emanuel disse que concentrará seus esforços no novo Pronto Socorro da capital, que deve ser entregue em 60 dias. “Quer dizer então que se o Santa Helena quebrar amanhã a prefeitura vai ter que assumir? Se o Hospital do Câncer quebrar amanhã a prefeitura vai ter que assumir? Se o Hospital Geral quebrar amanhã, a prefeitura vai ter que assumir? Claro que não, o compromisso da prefeitura é com o HMC [Hospital Municipal de Cuiabá], a maior obra em saúde pública em Mato Grosso”.


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