Cuiabá, 16 de Dezembro de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 24 de Outubro de 2019, 11h:27

OPERAÇÃO QUADRO NEGRO

Piran chega em Cuiabá com escolta policial e deve passar por audiência de custódia

Claryssa Amorim
Única News

(Foto: Alair Ribeiro)

O empresário Valdir Piran, que foi preso, em Brasília, na Operação Quadro Negro na última terça-feira (22), chegou em Cuiabá na noite dessa quarta-feira (23), escoltado pela Polícia Civil.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil ao Única News.

De acordo com a polícia, ele deve passar por audiência de custódia no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), nesta quinta-feira (24).

O TJ não confirmou o horário marcado para a audiência. Valdir Piran é investigado por desvios de recursos públicos do Governo do Estado e foi apontado como o líder da organização criminosa.

Segundo investigações, o grupo chegou a desviar R$ 10 milhões do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

A juíza da 7ª Vara Criminal da Capital, Ana Cristina Silva Mendes, expediu o mandado de sequestro de bens no montante de R$ 10 milhões. Foram recolhidos do empresário, os seguintes bens: casas, fazendas e diversos carros de luxo, entre eles uma Range Rover e um Porsche. A polícia não informou se o valor dos bens será suficiente, uma vez que cada item deve passar por análise.

A polícia confirmou que a maior parte do valor desviado por meio dos contratos falsos eram para o líder da organização criminosa, Valdir Piran. Porém, não se tem ainda o valor exato que ele pegou para si.

A operação

Além de Piran, foram presas outros cinco pessoas na Operação "Quadro Negro", deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), são eles: o ex-presidente da Câmara de Cuiabá e do Cepromat, Wilson Teixeira “Dentinho” (autorizava os contratos); ex-diretor de Tecnologia do Cepromat, Djalma Soares (validava atestados técnicos); ex-secretário-adjunto de Educação, Francisvaldo Pereira (atestava produtos sabendo que não tinha efetividade); empresário Weydson Soares (testa de ferro do Piran) e Edevamilton de Lima Oliveira.

Segundo as informações, os contratos eram para adquirir equipamentos e materiais para a educação de Mato Grosso. Conforme o delegado, ao verificar a veracidade dos contratos, os produtos eram piratas ou nem mesmo chegaram às escolas. 

O delegado responsável pela operação Quadro Negro, Luiz Henrique Damasceno, explicou que o esquema funcionava por meio de contratos falsos, em 2014, que foram fechados com empresas “fantasmas”. Os nomes dos acusados vieram à tona por meio de colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa e ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, além da análise financeira das contas dos envolvidos.

Silval e Nadaf delataram o esquema à Controladoria-Geral do Estado (CGE), em maio de 2018, afirmando que o grupo criminoso desviava recursos por meio de contratos para fornecimento de softwares e hardwares de informática para escolas estaduais de Mato Grosso, em 2014, com o Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).


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