Cuiabá, 19 de Março de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019, 09h:45

CAOS FINANCEIRO

Taques planejou deixar uma bomba relógio armada para Mendes, diz Pivetta

Luana Valentim
Da Redação

 

 

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), disse que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) planejou deixar uma bomba relógio armada, nas contas públicas, para o seu sucessor, o governador Mauro Mendes (DEM).

Em conversa com jornalistas esta semana, Pivetta analisou as contas públicas do Estado e apontou que o tucano estruturou o caos financeiro no caixa do Executivo.

“Quando começamos a prestar atenção nos números por ocasião da campanha a gente via que a situação não era boa. Ao longo dos últimos anos, foi estruturado o caos, foi planejado, parece que até foi planejado, deixar uma bomba relógio armada”, analisou.

Pivetta destacou se o governo conseguir arrecadar e gastar tudo o que está previsto, haverá um déficit de quase R$ 2 bilhões já anunciado, o que é impossível para um Estado que não tem onde se autofinanciar. Sendo assim, defendeu ele, Mendes precisou tomar as medidas inteligentes de equilíbrio fiscal e cortes financeiros.

O pedetista relatou que o atual governo está trabalhando para diminuir as despesas, porque simplesmente não há dinheiro em caixa para pagar as contas e o Estado não consegue honrar com os compromissos. E que a gestão tucana deixou herança de dívidas, que se somado com este ano o déficit é de quase R$ 4,5 bilhões.

“Nós recebemos uma herança de contas vencidas e não pagas que chegam a R$ 2,5 bilhões mais ou menos. Falta dinheiro para tudo. É preciso não gastar, com certeza nossa gestão será uma gestão responsável e vamos parar de desarranjar o Estado”, assegura.

Pivetta garante que é possível fazer no Estado o mesmo modelo de gestão aplicado em Lucas do Rio Verde (a 360 km de Cuiabá), onde foi prefeito por três vezes.

Ele relatou que em 2018, o Estado gastou R$ 7,5 mil por aluno das escolas estaduais. Já em Lucas, foi gasto algo em torno de R$ 6,5 mil ao ano, o que equivale a uma mensalidade de R$ 500. ‘A sociedade paga via impostos, mais do que a mensalidade de uma escola privada’.

O vice-governador explicou que o problema está na qualidade dos gastos, mas a atual gestão já está fazendo os trabalhos, separando o joio do trigo. Afirmando que na Secretaria Estadual de Infraestrutura – uma das pastas que vai estar sob sua coordenação -, irá cuidar para construir escolas de qualidade para as crianças para permitir que a equipe de pedagogia cuide da educação.

“Então, já tomamos essa providência e pretendemos sim melhorar a qualidade dos gastos, conhecer os itens de cada recurso para poder fazer com que esses R$ 7,5 mil por ano que o Estado já investe em cada aluno que frequenta a escola estadual, sirva para permitir investimentos m escolas melhores, em quadra de esporte, em piscina semiolímpica”.

Pivetta informou que o Estado tem um Termo de Ajustamento de Conduto firmado em 2015 para a construção e reforma de 49 escolas que não as mínimas condições de dar dignidade as crianças e jovens, estão deterioradas. Em uma delas, há 21 contêineres em forma de salas de aula.


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