Cuiabá, 23 de Setembro de 2019

RADAR NEWS
Sábado, 27 de Outubro de 2018, 14h:40

NOTA DE FALECIMENTO

UFMT lamenta o falecimento de João Nery

Da Redação

(Foto: Reprodução)

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Consternada, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) lamenta o falecimento do intelectual e ativista da causa LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros, Travestis, Queers e Intersexuais) João Nery, ocorrido na sexta-feira (26), em Niterói (RJ). Era casado com Sheila Salewski e deixa um filho. O velório acontece neste sábado à tarde.


João Nery iria receber o título de Honoris Causa da UFMT em sessão especial do Conselho Universitário (Consuni) na quarta-feira (31). O conselho aprovou a outorga do título por meio da Resolução nº 17/2018, publicada em 24 de agosto. A indicação de concessão do título de Doutor Honoris Causa foi feita pelo Colegiado de curso do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem (PPGEL), do Instituto de Linguagens (IL). 


Sua obra consistiu nos livros “Viagem Solitária: memórias de um transexual trinta anos depois” (2011, Editora Leya); “Erro de pessoa – Joana ou João” (1984, Editora Record); e “Vidas trans – a coragem de existir” (2017, Editora Austral Cultural). A quarta obra, “Velhice Transviada”, estava em preparação. João Nery foi graduado em Psicologia pelo Instituto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor universitário, psicoterapeuta e pesquisador em gênero, especializado em Sexologia pelo Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE) e mestre em Psicologia da Educação pela Universidade Gama Filho (UGF).


Sua produção acadêmica sempre teve como mote o respeito de temas como: a experiência da transexualidade, de ser escritor e ativista dos direitos humanos, sobretudo voltado à despatologização da transexualidade, da mudança do nome civil e da necessidade do melhor preparo dos profissionais da educação e da saúde para o trato com essa população; os múltiplos discursos de transhomens brasileiros por meio de narrativas produzidas em ambientes virtuais tendo em vista a transidentidade; práticas pedagógicas para a conscientização da diversidade; o trânsito de gênero como fenômeno socioculturalmente produzido e não biologicamente inscrito no corpo.


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