Cuiabá, 23 de Agosto de 2019

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Quinta-feira, 18 de Julho de 2019, 09h:49

DEVE SER ANUNCIADO NESSA QUINTA

Bolsonaro diz que faltam "alguns ajustes" e que saque do FGTS "deve ser" anunciado nesta quinta

Segundo o presidente, ainda não foi "batido o martelo" sobre como funcionará a liberação do saque de contas ativas, mas o anúncio oficial deve ser feito nesta quinta-feira (18).

Por Guilherme Mazui, G1

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18) que ainda não foi "batido o martelo" sobre como funcionará a liberação do saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep, mas que o anúncio oficial deve ser feito ainda nesta tarde. Às 16h, a agenda de Bolsonaro prevê uma cerimônia alusiva aos 200 dias de seu governo.

Questionado sobre o modelo, o presidente declarou que não deseja se antecipar à equipe econômica do governo. Bolsonaro falou rapidamente com jornalistas na portaria da residência oficial em Brasília.

"Se deve ser anunciado hoje é porque não foi batido o martelo. Se for batido o martelo, faltam alguns ajustes. Não quero aqui antecipar a equipe econômica", disse.

Bolsonaro já havia dito na quarta, em viagem à Argentina, que os detalhes sobre a proposta de liberação de saques seriam definidos durante a semana.

Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou em entrevista à GloboNews, na Argentina, a liberação dos saques do FGTS e do PIS-Pasep para tentar reaquecer a economia com a injeção de R$ 63 bilhões no mercado.

O PIS é um abono pago aos trabalhadores da iniciativa privada administrado pela Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago a servidores públicos por meio do Banco do Brasil.

De acordo com o colunista do G1, Valdo Cruz, a equipe de Guedes apresentará a Bolsonaro mais de uma proposta de saque de FGTS.

Entre essas propostas, estão:

 

  • saque único de um percentual de contas ativas e inativas do fundo;

 

  • saque apenas de contas inativas neste ano;

 

  • criação de um modelo de saque anual, que poderia funcionar como um 14º salário para o trabalhador.

 

Segundo Valdo, o valor inicialmente divulgado pelo ministro Paulo Guedes, de injetar R$ 42 bilhões na economia, pode ficar menor para evitar retirar recursos do FGTS destinados ao financiamento habitacional. Técnicos envolvidos no estudo falavam em algo na casa de R$ 30 bilhões.


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