Cuiabá, 23 de Maio de 2019

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019, 09h:46

PELA QUARTA VEZ

Theresa May levará acordo sobre o Brexit ao Parlamento do Reino Unido

Proposta já foi rejeitada três vezes, mas primeira-ministra espera conseguir votos após conversar com líder da oposição. Saída definitiva da União Europeia está marcada para outubro.

Por Reuters

(Foto: Hannah McKay/Reuters)

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, levará pela quarta vez ao Parlamento o acordo sobre o Brexit firmado no ano passado com a União Europeia. De acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (14) pelo governo britânico, a nova votação deve ocorrer na primeira semana de junho.

Os detalhes do cronograma legislativo foram publicados depois que May se encontrou com o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn. Os dois discutiram o impasse das negociações – travada há sete semanas – entre os partidos sobre retirada do país da União Europeia.

Na reunião, May deixou clara a "determinação do governo para concluir as negociações e cumprir o resultado do referendo, deixando a UE", disse o porta-voz de May.

No entanto, na conversa com May, Corbyn expressou preocupação sobre a capacidade da primeira-ministra em conseguir qualquer tipo de concessão no acordo, segundo informou um porta-voz do Partido Trabalhista.

"Ele levantou dúvidas especialmente sobre a credibilidade dos compromissos do governo, por conta de declarações de parlamentares conservadores e de ministros do governo que buscam substituir a atual primeira-ministra", disse o porta-voz, acrescentando que não havia a necessidade de "novas mudanças do governo".

Paralelamente à votação no Parlamento, a semana de 3 de junho coincide com uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Reino Unido.

O acordo aprovado por May e pela União Europeia foi barrada três vezes no Parlamento britânico. O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, chegou a impedir que a primeira-ministra apresentasse mais de uma vez a mesma proposta – na terceira vez, ela propôs uma versão do texto sem a declaração política.

 

Impasse político

(Foto: Simon Dawson/Reuters)

Thereza May

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, ao sair de cerimônia em igreja no domingo (12).

 

May, que garantiu a liderança do Partido Conservador e o cargo de primeira-ministra em meio ao caos que seguiu a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, prometeu renunciar se os parlamentares aprovarem o acordo que ela alcançou com as autoridades europeias em Bruxelas.

A primeira-ministra, entretanto, já sofreu derrotas pesadas nas três tentativas de tentar aprovar o acordo no Parlamento. Alguns parlamentares, inclusive, pedem que ela marque uma data para deixar o governo mesmo se não houver aprovação do acordo.

Mais cedo nesta terça-feira, o governo britânico declarou que era "imperativo" confirmar a saída do Reino Unido da União Europeia antes do recesso de verão, estabelecendo o prazo mais claro até agora para o até então conflituoso plano e a possível saída da primeira-ministra.

 

Adiamentos do Brexit

 

Quase três anos depois do Reino Unido aprovar a saída do bloco por 52% a 48% dos votos, ainda não há acordo entre os políticos sobre quando, como ou mesmo se o divórcio irá ocorrer de fato.

O Reino Unido tinha o prazo inicial de 29 de março para deixar a UE, mas May não conseguiu a aprovação de seu acordo no Parlamento.

O secretário de Assuntos Exteriores, Jeremy Hunt, disse que os líderes da UE não gostariam de uma extensão além do novo prazo de 31 de outubro, data limite na qual a saída acontecerá com ou sem acordo.


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