Cuiabá, 23 de Julho de 2024

AGRONEGÓCIO Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2024, 07:05 - A | A

31 de Janeiro de 2024, 07h:05 - A | A

AGRONEGÓCIO / "PREJUDICA OS PRODUTORES"

Presidente da Aprosoja diz que "safra recorde" prevista pela Conab não condiz com a realidade

Aline Almeida
Única News



(Foto: Reprodução)

sede aprosoja

 

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, criticou a imprecisão dos dados oficiais divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontando uma “safra recorde” no País, em 155 milhões de toneladas. Segundo Beber, os números são defasados e têm prejudicado os agricultores. 

Lucas cita o caso de Mato Grosso, que enfrentou diversas ondas de calor e longos períodos de estiagem na safra de soja 2023/24, que influenciaram diretamente na produtividade da oleaginosa. Aponta ainda pesquisas feitas pela Aprosoja MT e Aprosoja Brasil, indicando uma redução de mais de 20% no Estado e mais de 12% em todo país.

O presidente lembra que os números que mais refletem no mercado são os da Conab, pois são os números oficiais, apesar dos levantamentos das Aprosojas e de outras consultorias privadas apontarem para outro cenário. “No campo, todos os produtores discordam desses números da Conab e se mostram até revoltados, pois têm prejudicado muito a renda do agricultor”, afirma Lucas.

Em seu último levantamento, divulgado no dia 10 de janeiro, a Conab ainda indicava uma safra de 155 milhões de toneladas, 0,4% superior à produção alcançada na temporada anterior. Por outro lado, pesquisa feita pela Aprosoja Brasil, junto com as demais Aprosojas, apontam para uma produção de 135 milhões de toneladas, diferença de 20 milhões de toneladas.

Para o presidente da Aprosoja-MT, uma das formas de o governo ajudar o sojicultor a superar essa crise seria a alteração na metodologia de pesquisa da Conab, trazendo números que refletem melhor a realidade do campo para o mercado de commodities.

Lucas calcula que um eventual aumento na cotação da soja, na casa dos R$ 10 por saca, considerando uma produtividade de 50 sacas por hectare, injetaria R$ 22 bilhões a mais na economia brasileira. Já no cenário mato-grossense, o aumento seria de mais de R$ 6 bilhões, gerando mais movimento na economia e na geração de empregos.

Nos preocupa muito a metodologia que a Conab tem usado para fazer esses levantamentos, já que o agricultor, que é quem melhor conhece a sua lavoura, não concorda com esses números. O que o governo pode fazer agora para iniciar ajudando o produtor é buscar uma nova metodologia, realinhar esses números com a realidade das lavouras, para que possa trazer justiça e preços coerentes”, destaca. (Com Assessoria)

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