Cuiabá, 10 de Julho de 2020

ARTIGOS/UNICANEWS
Quarta-feira, 27 de Maio de 2020, 19h:19

MISAEL GALVÃO

Crise econômica e a COVID-19

Única News

Assessoria

Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa delas, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará".
Deuteronômio 31:6

A crise pala qual estamos passando em função da pandemia do coronavírus é a maior já enfrentada por nossa geração. O mundo foi pego de surpresa. Mas para os países que não passaram por conflitos ou catástrofes de alta escala social, como guerras, ou desastres da natureza como tufões, maremotos e outros, este impacto do ponto de vista emocional ainda é maior. Por isso as reações são muito desconectadas, causando ainda mais prejuízo. As reações vão do negacionismo ao desespero.

Em nossa querida Cuiabá não tem sido diferente não mesmo. Entre o medo da doença, de perder o emprego, de falir, ou mesmo de não ter com que comprar a comida, está colocando todos nós em conflitos com os governos federal, estadual ou municipal. Isto tem gerado inclusive um descompasso no próprio comportamento das pessoas, que vai desde a revolta com todos e com tudo, dos conflitos fervorosos em redes sociais, até a desobediência das normas estabelecidas mundialmente.

O momento é difícil, mas precisamos nos reorganizar mesmo dentro da crise para que seu impacto não seja ainda maior sobre as nossas vidas além do que já está sendo e ainda poderá vir a ser é uma futurologia difícil de fazer.

A vida, de uma forma ou outra, está ligada ao trabalho e a renda, é indissociável não tem como separar. Temos que prioritariamente pensar na saúde, porque sem saúde e sem vida não há trabalho. É dialético o bastante este enfrentamento. As estruturas hospitalares de Cuiabá e Várzea Grande para atender os pacientes com a covid-19 já está com número bastante robusto para dar mais tranquilidade no atendimento. Por isso, com muita cautela, rigor e disciplina por parte de toda a sociedade lembrando a sociedade faz-se necessário pensar urgentemente no trabalho e no emprego em sua totalidade gradativa.

Na luta pela sobrevivência todos nós sofremos, mas quem mais sofre é aquele que já não tinha nada antes desta pandemia, ou quem tinha pouco o suficiente para sobreviver. O impacto começa da periferia econômica para o centro financeiro e não o inverso. Aqui estou falando dos ambulantes, feirantes, guia turístico, artesãos, autônomos, pequenos e grandes comerciantes, prestadores de serviço e de seus colaboradores, as grandes empresas, indústrias, logísticas e multinacionais que são grandes geradores de emprego. Assim como todos aqueles que atuam como funcionários no comércio em geral que sobrevivem dos seus salários que muitos já o perderam. Se a empresa não funciona, ela demite; esta é a lógica atual.

A cidade precisa funcionar logo e as perguntas que temos que fazer agora é: como voltar ao funcionamento sem colocar a saúde das pessoas em risco? Qual protocolo sanitário é necessário para darmos esta tranquilidade para a sociedade como um todo? Como voltar a funcionar e reconquistar a clientela perdida?

A sociedade espera de nós, o poder público, estas e outras respostas. A Câmara Municipal de Cuiabá estará engajada para agregar valor a todas as ações em defesa da vida e da retomada da funcionalidade e desenvolvimento. Sabemos das dificuldades, mas não fugiremos da luta por dias melhores, os temas dos pais de família que estão sendo nossas pautas diárias. Como afirmou o Apóstolo Paulo,“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” 1 Coríntios 13:4-7.

Temos que ter sempre a consciência de que atrás de um CNPJ, existem muitos CPFs que dependem deste trabalho. Afinal aqui a casa é do cidadão, aqui você é presente e representado!

*Misael Galvão, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá


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