Cuiabá, 25 de Julho de 2024

ARTIGOS/UNICANEWS Sexta-feira, 04 de Janeiro de 2019, 13:27 - A | A

04 de Janeiro de 2019, 13h:27 - A | A

ARTIGOS/UNICANEWS / WALDIR BERTÚLIO

Paulo Traven: um legítimo militante da nossa Cultura



(Foto: Reprodução)

Paulo Traven.jpg

 

José Paulo Traven é um ator histórico da Cultura em Mato Grosso, desde o nascedouro do Fórum Estadual de Cultura e das suas Conferências. Este espaço que precisa ter reavivado seus princípios. Que tem a missão primeira de ser autônoma a governos. De ser um espaço critico de debates, da direcionalidade da política de Cultura.

 

Pensando, formulando, propondo e cobrando caminhos consequentes e equitativos para a política cultural oficial. Nos limites e princípios da autonomia do Fórum,  como pressuposto do seu necessário caráter de independência na luta pelos caminhos e dignidade dos atores da cultura.

 

Nesse sentido vejo com simpatia pessoas como Paulo Traven no governo, por ser um legítimo militante histórico da Cultura. Pois pra mim, atores da luta pela Cultura podem estar também dentro, não só fora de governos. 

 

Assim, cito aqui as excelentes passagens de Glorinha Albues, Justino Astrevo, Moisés Martins, marcos das lutas do Fórum e da nossa Cultura. Assim, que seja bem vinda a presença de Paulo Traven, como um legítimo ativista da cultura. Aliás, que pena que não seja o secretário.

 

É preciso retomar uma agenda política do Fórum, para também dialogar com a esfera governamental. 

 

Exemplo aqui citado corretamente, o verniz de uma lei que não impõe aos locus financiadores uma direção de equidade. Que seja dar mais aos que tem menos. 

 

Será este o melhor mecanismo? Este pensamento e polêmica vem dos tempos da criação do Fórum, da lei estadual.

 

Da  nossa luta pela Conferência Nacional de Cultura , sairam daqui, debatidos e redigidos pelo poeta Juliano  Moreno e a minha pessoa [Waldir Bertúli]. Propostas que foram aprovadas integralmente na primeira Conferência  Nacional de  Cultura. 

 

É preciso recuperar - se arquivados ou guardados por pessoas -, a memória desta trajetória. Até para se comprender melhor a perspectiva da nossa necessaria luta organizada em torno de princípios. Então, não pode ter dúvida enquanto qual política? É centralidade a questão das políticas de Cultura e que o Fórum tem esse papel,  mas independente de governos, partidos e religião. 

 

 A cultura como eixo necessário do processo social - enquanto marco identitario civilizatorio - e porque não? Pressuposto das políticas públicas, valorização da vida e da dignidade humana. 

 

É preciso retomar a pauta de  "Pensar a Cultura " e que devemos ter aliados, com pessoas legítimadas nessa causa, com capacidade crítica. 

 

Vivemos o adentramento de mergulho e enfrentamento necessario em tempos sombrios, como disse Brecht em sua potente e atual poética . 

 

Atores(as) da Cultura foram sempre linha de frente contra o discricionarismo, a ignorância, violência e brutalidade no rompimento de quaisquer éticas como é o cenário que adentra 2019, no nosso país. 

 

O pensamento, a truculência, a ignorância e práticas medievais servidos a mesa. E nós não podemos deixar de entender melhor a amplitude da cultura como memória e futuro da dignidade humana.

 

Wladir Bertúlio é articulista, sanitarista e professor aposentado da UFMT 

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