Cuiabá, 19 de Maio de 2024

ARTIGOS/UNICANEWS Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017, 08:39 - A | A

25 de Setembro de 2017, 08h:39 - A | A

ARTIGOS/UNICANEWS / Daiane Renner

Vai ou não vai negociar?

Daiane Renner



(Foto: Daiane Renner)

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Essa é a pergunta que a categoria tem feito e a imprensa também desde que começamos a greve no dia 11 de setembro, mediante as notas que o governo solta, uma hora dizendo que não vai mais negociar, outra que vai negociar, depois que encerrou a negociação porque a categoria está em greve que na concepção dele, é ilegal.

 

De qualquer forma, é sabido pela população que a negociação começou há 8 meses e de lá para cá o governo vem desrespeitando a categoria com sua falta de palavra. Já que se propôs a negociar, então sente e vamos ter uma conversa séria com proposta para que a categoria possa avaliar e voltar ao trabalho.

 

Nós servidores não queremos ficar em greve, mas o governo nos obriga com sua intransigência. Não estamos reivindicando nenhum absurdo que irá quebrar o Estado, mas apenas o que é justo, visto que estamos sem atualização da tabela salarial desde 2011. Não estamos reivindicando um aumento para ser pago integralmente na próxima folha, mas uma proposta razoável, que de fato corrija a discrepância salarial que a categoria enfrenta diante da política salarial no Estado. O que, aliás, já foi realizado para outras categorias que possuem semelhante número de servidores e salários muito mais altos, impactando, portanto, muito mais a folha do Estado do que a nossa reivindicação.

 

O Governo encerrou as negociações em agosto, quando descumpriu o compromisso de apresentar uma proposta a categoria, não agora. Esse foi o motivo da deflagração da greve.  Com a paralisação das atividades chegando há duas semanas,  vem nos dizer que não tem como rever a tabela salarial, ameaçando com corte de ponto, denominando a greve como ilegal, mas que se a categoria retornar reabre as negociações.

 

É ou não é confuso? Queremos ser tratados com a seriedade que um Governo de Estado exige. Queremos tratamento igualitário, o mesmo respeito e valorização que foi dispensado às demais categorias que receberam ganho real durante esses anos e tiveram reajustes de tabelas neste ano.

 

Se o problema é a paralisação das atividades então por que não fez uma negociação efetiva antes, quando os atendimentos estavam normalizados e a categoria prontamente aguardando prazos e mais prazos solicitados? Agora, por que prolongar o sofrimento dos servidores e dos usuários?

 

Daiane Renner - Presidente do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran) 

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