Cuiabá, 14 de Junho de 2024

CIDADES Domingo, 22 de Março de 2020, 14:12 - A | A

22 de Março de 2020, 14h:12 - A | A

CIDADES / PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

Cuiabana vive isolamento na Espanha: ‘esse momento nos traz uma grande lição’

Euziany Teodoro
Única News



A cuiabana Daiely Figueiredo mora há dois anos na cidade de Manilva, na Espanha. Em todo esse tempo, não viveu nem de longe uma situação parecida com a que os espanhóis enfrentam hoje devido ao Coronavírus. Já são mais de 28 mil casos de contaminação pelo vírus COVID-19, com 1.725 mortes registradas até este sábado (22).

Arquivo pessoal

Daiely Espanha

 

Trancada em casa há dez dias, Daiely acredita que a situação pode fazer as pessoas repensarem a forma como levam a vida. “Me dei conta de que vivemos em uma era que passamos 14 horas fora de casa, terceirizamos a educação dos nos filhos, vivemos ligado no futuro, pensando somente em crescer e construir. Não sabemos, afinal o que é estar em casa com nossos filhos, vivendo o presente”, disse, em entrevista ao Única News.

Apesar de agora estarem mais calmos, os espanhóis não acreditavam, assim como acontece atualmente no Brasil, que a contaminação se alastraria tão rápido. Daiely conta que tudo aconteceu de um dia para o outro.

“Os primeiros casos foram um susto. Quando nos anunciaram que tudo ia fechar, os supermercados viraram uma loucura. Deu um estado de pânico. Chorei muito, como se fosse um filme. A Itália vizinha estava passando por isso e não acreditamos que fosse passar aqui”, conta.

O mesmo acontece em Cuiabá. Supermercados lotados, com prateleiras vazias, porque as pessoas estão em pânico e estocando comida. Preços de álcool em gel e outros artigos de prevenção estão altíssimos, levando o poder público a fazer fiscalização em pontos de venda.

Apesar do desespero inicial, Daiely conta que, agora, a única opção é encontrar formas de passar o tempo.

Arquivo pessoal

Daiely Espanha

 

“O dia chegou, tudo se fechou. Escolas, comércios, cada um em sua casa. Hoje já estamos melhor, acredito. Fazemos uma série de atividades em casa, as escolas nos enviam as matérias para darmos continuidade aos estudos”.

Segundo ela, que tem um filho de seis anos, a experiência, afinal, não é tão ruim. “Não é tão ruim assim. Para as crianças, são férias com os pais presentes. O medo nos faz mais humanos. E sim, a vontade de sair de casa é grande, de ver gente e abraçar alguém. Porém, esse momento nos traz uma grande lição e sairemos, sem dúvidas, mais evoluídos”, concluiu.

 

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