Cuiabá, 16 de Janeiro de 2021

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Terça-feira, 04 de Agosto de 2020, 12h:33

TENDÊNCIA É DIMINUIR

Estudos informam que "pico" da pandemia em Cuiabá foi em julho

Única News
Da redação

(Foto: Christiano Antonucci)

A Prefeitura de Cuiabá divulgou nesta terça-feira (4), o informe Epidemiológico nº 18, em que aponta que Cuiabá passou do pico da pandemia do coronavírus. De acordo com os cálculos realizados pela equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o pico da Covid-19 na capital, atingiu no dia 16 de julho. A partir de agora, segundo a prefeitura, a tendência é a de que a proporção seja menor das semanas anteriores. 

A gerente da Vigilância Epidemiológica, Flavia Guimarães, explica como foram feitas as projeções que indicam que Cuiabá já passou do pico da pandemia. Ela diz que é por meio de modelos matemáticos com cálculo do Rt. Cálculo este que estima a reprodução do vírus na população, usando dados referentes aos casos confirmados semanalmente. 

Segundo Flavia Guimarães, na Semana Epidemiológica 31, do dia 26 de julho a 1º de agosto, o Rt foi estimado em 0,80, valor semelhante aos das semanas anteriores:  na Semana 30 o Rt foi de 0,79, na Semana 29 o Rt ficou em 0,93 , na Semana 28 o Rt foi de 0,75 e na Semana 27 o Rt foi de 0,80.

Estes números mostram uma redução da dispersão da epidemia da Covid-19, que são provavelmente ocasionadas pelas medidas de controles mais rígidas praticadas neste período. Flavia ressalta que, apesar da tendência de queda na curva epidemiológica, a redução nos casos se dá de forma lenta. Ou seja, vamos continuar tendo muitos casos ainda, pois a disseminação do vírus ainda está acontecendo.

O prefeito Emanuel Pinheiro ficou muito feliz ao receber esses dados da equipe epidemiológica, mas disse que ainda não é o momento para comemorações.

“Dá um certo alívio saber que já passamos pelo pico, porque dá uma sensação de que o pior já passou, mas não é bem assim. Não podemos relaxar das medidas que sempre temos falado, que são o distanciamento social, uso de máscara, higienização constante das mãos, evitar aglomerações, enfim, todos os cuidados que todos já sabem de cor. O contágio continua e precisamos continuar nos cuidando o máximo para que esses números não voltem a crescer novamente. Como em todos os países que enfrentaram a pandemia, nós sabíamos que passaríamos por dias duros, difíceis, e ainda estamos passando. Mas eles vão acabar e estamos no caminho certo para isso”, concluiu Pinheiro.

O Informe é feito por meio de uma parceria entre a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, o Instituto de Saúde Coletiva-UFMT, o Departamento de Geografia-UFMT e o Departamento de Matemática- UFMT.


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