Cuiabá, 21 de Julho de 2024

CIDADES Quarta-feira, 15 de Maio de 2019, 16:35 - A | A

15 de Maio de 2019, 16h:35 - A | A

CIDADES / EM CUIABÁ

Mais de 5 mil pessoas aderem à paralisação contra o corte de 30% na Educação

Claryssa Amorim
Única News



(Foto: Roger Perisson/Única News)

Manifestação corte da educação

 

Mais de cinco mil pessoas, entre professores e alunos, se reuniram na Praça Alencastro, em Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (15), para protestar contra o corte de 30% nos recursos das instituições federais imposto pelo Governo Federal.

A paralisação é nacional e diversas cidades do país aderiram, fazendo protestos, durante o dia, contra a decisão. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 24,84% do orçamento foram contingenciados, sendo que em Mato Grosso a retenção foi de R$ 34 milhões para a Universidade Federal (UFMT) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) perdeu R$ 31,8 milhões.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fábio Ramirez, o orçamento da unidade acaba no próximo mês e não haverá mais recursos para nenhum custo na universidade.

"Inicialmente, o orçamento de custeio da UFMT seria de R$ 106 milhões para 2019, sendo que as despesas são de R$ 120,8 milhões. O Governo decretou o corte de 30% deste orçamento, ou seja, todo o custeio não pode ultrapassar R$ 75,5 milhões. Não há mágica. A universidade fecha as portas”, lamentou Ramirez.

Com gritos de guerra como “Bolsonaro, fala a verdade, a educação nunca foi prioridade”, os alunos e professores do IFMT e UFMT lamentam o corte, pois sem os recursos, as unidades terão que fechar as portas. Com isso, alunos ficarão sem os estudos e professores sem o trabalho.

Os manifestantes fecharam avenidas do Centro da Capital e percorreram, com cartazes, a Avenida Getúlio Vargas, voltando para a Praça Alencastro.

A coordenadora do Sintuf, Marillin Castro, disse que todo o atendimento da UFMT deverá ser interrompido e que em seu local de trabalho, por exemplo, no Hospital Veterinário, as cirurgias serão suspensas, além de reduzir drasticamente o número de atendimentos e acabar com as internações.

"É no hospital que são formados os novos veterinários, além de um papel social muito importante. Isso vai acontecer em todos os setores. Precisamos realmente ir às ruas e mostrar que não aceitamos esta redução no orçamento. Que a educação precisa ser respeitada e valorizada”, ressaltou. 

Veja o vídeo da manifestação:

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Álbum de fotos

(Foto: Roger Perisson/Única News)

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(Foto: Roger Perisson/Única News)

(Foto: Roger Perisson/Única News)

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