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Sexta-feira, 28 de Julho de 2017, 10h:20

Com 5 celulares dentro de cela, detentos lucraram R$200 mil com golpe; veja mapa do esquema

Da Redação

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A operação denominada “Hígia”, comandada pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana (RJ), que desmantelou uma quadrilha que aplicava golpe em parentes de pessoas hospitalizadas. Foi cumprido oito mandados de prisão, sendo 4 contra presidiários da Mata Grande e 4 em desfavor de pessoas suspeitas de auxiliarem do lado de fora as ações criminosas.

 

As informações divulgadas pela polícia são de que o detento Wadson Sales Leonel foi apontado na investigação como o chefe da organização criminosa. Ele atuava se passando por médico, na captação de informações de hospitais e pacientes. O criminoso era auxiliado por Thiago Espíndola Oliveira, Wesley Vieira de Jesus e Iago Kairon Gomes da Silva, todos presos na mesma cela, no Raio I, junto ao “cabeça” Wadson.

 

Já do lado de fora, os golpistas contavam com apoio de Simone Vieira de Jesus - mulher de Wadson -, que também buscava informações de hospitais, captação de contas correntes e fornecimento de créditos para os celulares e recebia o dinheiro do golpe. Também integrava a organização: Kamila Ribeiro Nogueira - companheira de Wesley -, Anabela Alves  e Wester Honorato da Silva, nas funções de captar contas correntes, coordenar os saques e fornecer créditos para os celulares.

 

(Foto: PJC)

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Apreensão

 

Em buscas na unidade prisional, os policiais apreenderam cinco celulares, 15 cadernos de anotações diversas como contas correntes e telefones de vítimas. O texto que os criminosos liam para as vítimas foi encontrado dentro de uma caixa de cotonetes.

 

Por telefone os detentos conseguiram enganar vítimas em várias localidades do Brasil, cobrando dinheiro para realização de exames de urgência. Em uma repotagem divukgada pelo Jornal Nacional, nesta quinta-feira (27), um dos áudios gravados um dos bandidos debocha das vítimas dizendo que são "burras demais". 

 

Conforme o delegado, a apuração do setor de busca eletrônica monitotoru 95  mil chamadas telefônicas, que totalizaram 1.930 horas de ligações. Foram interceptados 52 ramais telefônicos utilizados pelos criminosos. 

 

Segundo a investigação, as vítimas dos criminosos são pacientes e hospitais localizados em diversos Estados do Brasil, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Santa Catarina. O golpe é considerado um golpe de abrangência nacional.

 

Veja como atuava a quadrilha :

(Foto: PJC)

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