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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017, 11h:19

Botelho afirma que deputados não podem julgar Fabris

Por Lara Belizário/ Única News

(Foto: AL-MT)

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Durante entrevista a uma rádio na Capital, na manhã desta sexta-feira (21), o presidente o Legislativo, deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou que uma votação, dos parlamentares, favorável a saída do deputado deputado estadual, Gilmar Fabris (PSD), do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), não surtiria efeito já que sua prisão foi preventiva.

 

No último dia 15, a Polícia Federal expediu um mandado de prisão ao deputado estadual por obstrução a Justiça. Por isso, Fabris se apresentou à sede da PF no início da tarde, para prestar esclarecimentos sobre as supostas ações criminosos que teria cometido durante a operação Malebolge, deflagrada no dia 14.

 

Após isso, o parlamentar foi encaminhado ao CCC, onde segue recluso. Diante disso, os parlamentares levantaram o possibilidade de votar para garantir ou não a soltura do deputado. No entanto, o presidente da Casa de Leis esclareceu que eles não estão habilitados a fazerem essa votação já que, a prisão antes em flagrante foi alterada para preventiva.

 

"Nós estavamos nos preparando para votar e eu mandei algumas perguntas para que o Procurador jurídico da AL se manifestasse e nos informasse qual seria o rito e como deveríamos proceder na votação. Então, ele foi estudar o processo e disse 'olha eu entendo que aqui não dá direito à AL de votar'. O procurador explicou que uma vez que o juiz transformou imediatamente a prisão em flagrante em preventiva, nós não temos o direito de votar", afirmou.

 

Segundo o deputado, o procurador aconselhou a AL realizar uma pedido dos autos, pois o Poder Judiciário não havia enviado esses documentos aos parlamentares. Com os documetos em mãos seria possível esclarecer, em definitivo, a permissão da votação ou não.

 

"Protocolamos as perguntas e eles não têm um tempo definido para responder então nós vamos aguardar. Mas já sabemos que a AL só vota prisão em flagrante e este não é mais o caso", declarou.

 

Na entrevista, o parlamentar garantiu que com essa situação a Casa de leis não desenvolveu nenhum entendimento sobre as condições do deputado. Segundo ele, não houve tempo para isso pois ainda estavam analisando como proceder.

 

"Nós não discutimos o assunto. Eu estava pensando no rito para a votação e qual seria o procedimento da comissão de ética. Mas aí chegou o procurador e disse 'para'. Então, paramos a discussão", esclareceu

 

Diante da situação, Botelho afirmou que mandou fazer a convocação do suplente. "Se ele - Fabris - não sair do CCC até terça-feira (26), o Meraldo Sá tomará posse".

 

Por fim, o deputado esclareceu que, se forem autorizados, farão a votação. "Nós só vamos votar se tivemos autorização do Supremo, para não desafiar e porque não vai adiantar nada. Nossa decisão não vai sobrepor a do juiz", garantiu.

 

(Com informações da Rádio Capital FM 101.9)