Cuiabá, 19 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Sexta-feira, 17 de Maio de 2024, 13:15 - A | A

17 de Maio de 2024, 13h:15 - A | A

JUDICIÁRIO / NO NORTÃO

Investigação aponta que delegado acusado de comandar "gabinete do crime" recebeu propina de Silval Barbosa

Conforme o documento, o ex-governador era investigado em um inquérito policial conduzido pelo delegado Giordan Antunes

Christinny dos Santos
Única News



Um relatório desenvolvido pela Polícia Civil durante as investigações da Operação Diaphthora apontou que o delegado Giordan Antunes Fontenelle Rodrigues, acusado de chefiar um esquema criminoso na Delegacia de Polícia Civil de Peixoto de Azevedo, recebeu propina do ex-governador de MT, Silval Barbosa.

Silval Barbosa foi preso em setembro de 2015 na operação Sodoma, que investigava fraudes na concessão de incentivos fiscais do estado. O esquema foi montado por servidores públicos para favorecer algumas empresas.

Conforme o documento, o ex-governador era investigado em um inquérito policial conduzido pelo delegado Giordan Antunes. Silval deveria ter sido ouvido em oitiava no dia 06 de outubro de 2022, no entanto a defesa do ex-chefe do Executivo entrou com um pedido para a procedimento fosse adiado, sendo remarcado para o dia 03 de novembro.

O relatório desenvolvido pela polícia apontou que neste período, o sobrinho de Silval, Antônio da Cunha Barbosa Neto, esteve na delegacia comandada por Giordan. Ele chegou portando uma mochila, mas deixou o local sem a bolsa. Além disso, tempos depois, Giordan chegou à delegacia dirigindo uma camionete Mitsubishi MMC/L200, que estava em nome do sobrinho do ex-governador.

Em 17 de outubro, o veículo foi transferido para nome da esposa de Giordan, Letícia Cristina de Souza Araújo.

"Para as investigações, é possível inferir que esse veículo também foi transferido como parte do pagamento de propina ao Delegado de Polícia Civil Giordan, pois, durante toda a investigação, demonstrou ser uma pessoa que anseia por dinheiro ilícito e se utiliza das atribuições de seu cargo para angariar tais vantagens indevidas", diz trecho do documento.

Operação Diaphthora

As investigações apontaram que Giordan, ao lado de outros policiais, solicitava o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a uma cooperativa instalada no município para dificultar a chegada no local de procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

Girodan estava preso desde o dia 17 de abril, mas teve a prisão preventiva revida nessa quinta-feira (16), após o habeas corpus impetrado pela sua defesa ser acatado pela juíza Paula Tathiana Pinheiro, da 2ª Vara Criminal do município.

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