Cuiabá, 21 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Quinta-feira, 25 de Abril de 2024, 13:15 - A | A

25 de Abril de 2024, 13h:15 - A | A

JUDICIÁRIO / EM CELA ESPECIAL

Juiz determina acompanhamento psicológico a médico que ajudou mãe a matar idosos em MT

Decisão foi deferida após a audiência de custódia do médico Bruno Gemilaki Dal Poz.

Ari Miranda
Única News



Em decisão assinada nesta quarta-feira (28), o juiz substituto João Zibordi Lara, da 2ª Vara Criminal de Peixoto de Azevedo (673 Km de Cuiabá), manteve a prisão do médico Bruno Gemilaki Dal Poz (28), preso pelo duplo homicídio dos idosos Pilson Pereira da Silva (80) e Rui Luiz Bogo (68), durante uma confraternização em uma residência no último domingo (21).

Além disso, foi determinado que o criminoso deverá ficar em cela especial e que a unidade prisional lhe conceda acompanhamento médico, em razão de seu atual estado psicológico.

Os pedidos foram feitos à Justiça pela defesa de Bruno, após sua audiência de Custódia, onde foi solicitado que o suspeito fique em cela especial, uma vez que lhe é assegurado este direito, devido ao fato de possuir diploma de curso superior. O pedido foi deferido pelo magistrado.

“Quanto ao pedido do custodiado ficar separados dos demais presos, de acordo com o artigo 84 da LEP, defiro. Oficie-se a Unidade Prisional competente para resguardar os direitos do custodiado”, diz trecho da decisão.

Mesmo não apresentando nenhum laudo médico comprovando a existência de alguma patologia, João Zibordi Lara determinou ainda que a Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo deverá oferecer atendimento psicológico adequado ao indiciado.

“No mais, em que pese a ausência de documentos comprobatórios da saúde psíquica do custodiado, determino que a Unidade Prisional providencie o atendimento adequado, em especial ao estado psicológico do preso”, determinou.

Além de Bruno, sua mãe, a pecuarista Inês Gemilaki (48), o esposo dela, Márcio Ferreira Gonçalves e o irmão de Márcio, Eder Gonçalves Rodrigues.

(Reprodução/Câmera de segurança)

IDOSOS MORTOS

Momento em que a pecuarista Inês Gemilaki invade o local e atira contra as vítimas.

O CRIME

Armados com uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38, Inês e o filho, Bruno Gemilaki, invadiram uma festa de aniversário, onde tinham como alvo o aniversariante, um garimpeiro por nome Erneci, conhecido na cidade como “Polaco”, que alugava um imóvel para a família no valor de R$ 60 mil, motivo pelo qual entraram em uma disputa judicial.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que mãe e filho chegam ao local, ocasião em que Bruno, armado com uma espingarda .12 atira contra a vidraça da residência, atingindo uma das vítimas.

Logo em seguida, após o filho quebrar o vidro a tiros, Inês invade a residência de revólver em punho e atira contra outras duas vítimas. Entre elas, o padre José Roberto Domingues, que levou um tiro na mão e sobreviveu.

Todavia, “Polaco”, alvo e desafeto de mãe e filho acabou escapando, já que a arma utilizada por Inês acabou falhando três vezes quando ela tentou atirar contra ele.

Após o crime, Bruno e Inês fugiram do local e foram filmados minutos depois, comprando bebidas alcoólicas em uma conveniência, agindo como se estivessem “comemorando” as mortes das vítimas.

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