Cuiabá, 21 de Julho de 2024

JUDICIÁRIO Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2023, 15:14 - A | A

15 de Dezembro de 2023, 15h:14 - A | A

JUDICIÁRIO / CONDENADO A MAIS DE 100 ANOS

Presidente do TJ anula prisão domiciliar de megatraficante "Superman Pancadão"

Aline Almeida
Única News



Foto: TJMT/Reprodução

Desembargadora Clarice Claudino da Silva,.jpg

 

Em decisão proferida nesta sexta-feira (15), presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Clarice Claudino da Silva, suspendeu a liminar que garantia a prisão domiciliar ao traficante Ricardo Cosme Silva dos Santos, o "Superman Pancadão".

A prisão domiciliar humanitária de 60 dias havia sido concedida ao megatraficante pelo desembargador Rondon Bassil Dower Filho, que tinha acolhido habeas corpus da defesa de Ricardo, que passou recentemente por uma cirurgia de apendicite. “Pancadão” está preso desde 2015 na Penitenciária Central do Estado (PCE), e a doença surgiu após ele engolir um palito de dente na unidade prisional.

A presidente do TJ cassou a liminar, mantendo a prisão de Pancadão. "Ante o exposto e em sede liminar, defiro o pedido de suspensão da execução da decisão liminar proferida no Habeas Corpus Criminal n. 1029351-18.2023.8.11.0000. Comunique-se imediatamente ao Juizo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá", diz trecho da decisão.

O traficante, que tinha como sua base de atuação a cidade de Pontes e Lacerda (450 Km de Cuiabá), foi preso durante a deflagração da Operação Hybris e condenado a 106 anos, 6 meses e 20 dias de prisão, por liderar uma organização ligada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, que movimentava mais de R$ 30 milhões por mês.

 

O ESQUEMA

Segundo a PF, o grupo liderado por “Ricardo Pancadão” era fortemente estruturado e hierarquizado, com liderança firme e divisão de tarefas, incluindo a participação de casas de câmbio, para a compra de dólares utilizados nas negociações.

Além disso, o grupo também adotava práticas consideradas violentas para aterrorizar inimigos e moradores da região de fronteira, onde atuava.

O grupo também tinha uma espécie de “controle de qualidade” dos entorpecentes que vendia, sempre empacotando os entorpecentes com o selo que levava o apelido do líder do bando (“Superman ‘Pancadão’”), uma forma dos compradores identificarem a procedência dos entorpecentes.

A PF estima que a quadrilha transportava cerca de três toneladas de entorpecentes, movimentando cerca de R$ 30 milhões mensais.

Ainda segundo a PF, as cargas de drogas vinham da Bolívia em aviões particulares do traficante ou em carros da organização, com destino a fazendas do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (512 km da capital). De lá, os criminosos enviavam a cocaína para diversos estados do Sudeste e Norte do Brasil, e de lá para países da Europa.

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