Cuiabá, 29 de Maio de 2024

POLÍCIA Terça-feira, 23 de Maio de 2017, 11:13 - A | A

23 de Maio de 2017, 11h:13 - A | A

POLÍCIA / PRISÃO DOMICILIAR

Acusada de envolver com quadrilha, recebe liberdade para cuidar dos filhos

Acusada comprovou por meios de advogado, que filhas menores, não têm com quem ficar

Da Redação



 

 

(Foto: Reprodução)

 

A jovem Lúbia Camilla Pinheiro Gorgete, envolvida em uma quadrilha de roubos a bancos, teve a prisão convertida para domiciliar nesta segunda-feira (22). A decisão é do juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da Vara Criminal e Cível de Poconé (105 km de Cuiabá).

 

No despacho judicial, o magistrado deixou claro que tomou a decisão por ficar comprovado, que não têm quem cuide dos filhos da acusada, uma vez que a avó materna está lotada em Cuiabá.

 

A denunciada demonstrou possuir duas filhas, sendo uma de 9 e a outra de 3 anos de idade, sendo que estas não têm com quem ficar, pois a avó materna das crianças labora na prefeitura de Cuiabá, conforme faz prova documentação acostado ao pedido de revogação”, diz trechos.

 

Lúbia foi presa na operação “Luxus”, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), onde desmantelou um grupo criminoso que ostentava o dinheiro roubado na internet, com viagens, carros de alto valor, lanchas e até passeios de helicóptero.

 

Em seu argumento, a defesa alegou que os filhos de Lúbia, que têm entre 3 e 9 anos, não poderiam ficar sozinho, e que a mãe não tem ligações diretas com a quadrilha de bancos, apenas cometeu um erro ao sem envolver com um dos membros.

 

No entanto, a Polícia Civil aponta que a investigada usufruiu da vida boa que a quadrilha oferecia, inclusive, com passeios no Rio de Janeiro (RJ). Ela terá que usar tornozeleira eletrônica, como uma das medidas cautelares. Todavia, o Ministério Público Estadual (MPE), já se manifestou de forma contrária a decisão.

 

Segundo o delegado Rodrigo Santana, atual titular da GCCO, a organização criminosa gerou prejuízo aos bancos em torno de R$ 5 milhões e uma maleta teria ajudado na desativação dos alarmes e todo sistema operacional das agências.

“Eles entravam pela casa do lado do banco, seja ela uma residência ou comércio, quebravam a parede, instalavam um dispositivo que desligava o alarme e o sistema de monitoramento e, a partir daí, eles tinham um acesso amplo ao banco", afirmou o delegado.

 

Modus operandi

 

Para entrar nos bancos, da capital e do interior, os bandidos faziam o levantamento de pontos vulneráveis da agência, escolhiam dias  e horários com pouco movimento de pessoas nas ruas, como os finais de semana e feriados.

Eles promoviam a quebra da parede e o desligamento do alarme com uso de bloqueadores de sinal, ainda desligavam câmeras e assim trabalhavam tranquilamente na abertura de caixas eletrônicos e dos cofres instalados dentro das agências, de onde retiravam grandes somas de valores.

 

Além da destruição das instalações físicas, e grande prejuízo financeiro às instituições financeiras, a população também foi prejudicada com o  fechamento das agências bancárias, que permaneceram com as portas trancadas por dias até o reparo dos danos prediais e o retorno dos serviços bancários aos moradores, como ocorreu na cidade de Poconé (104 km ao Sul), num dos furtos registrados  ao Banco do Brasil, ocorrido em 5 de fevereiro de 2017.

Leia mais - http://unicanews.com.br/policia/policia-diz-que-bandidos-usavam-maleta-para-desativar-alarmes-e-ter-acesso-amplo-aos-bancos/12768

 

 

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