Cuiabá, 19 de Julho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 10 de Julho de 2024, 16:23 - A | A

10 de Julho de 2024, 16h:23 - A | A

POLÍCIA / JOVEM DE 21 ANOS MORREU

Delegado: "Caminhoneiro foi negligente e não podia estar circulando na Av. Miguel Sutil naquele horário"

Maria Clara seguia em uma motocicleta Honda Biz na faixa da direita, em direção ao bairro Jardim Cuiabá e quando se aproximava da rotatória que dá acesso ao bairro Cophamil, o caminhão a atropelou

Christinny dos Santos
Única News



De acordo com o delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Trânsito, o caminhoneiro que atropelou Maria Clara Mendes de Oliveira, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, teve uma conduta negligente ao invadir a pista em que trafegava a motociclista. Além disso, ele não tinha autorização para trafegar com um caminhão de grande porte em horário comercial.

A jovem de 21 anos seguia em uma motocicleta Honda Biz na faixa da direita, em direção ao bairro Jardim Cuiabá, e quando se aproximava da rotatória que dá acesso ao bairro Cophamil, o caminhão, que trafegava na pista do meio, fez a troca de faixa e a atropelou. O acidente aconteceu por volta de 14h dessa terça-feira (09).

"O veículo ele entra na faixa da direita, ele invade a faixa da motocicleta para conseguir ter ângulo para fazer a rotatória e aí, no que ele faz essa manobra de invasão de faixa, ele não respeita a preferência da motocicleta, né? Não sei se porque não viu ou porque achou que conseguiria fazer a manobra e achou que a condutora faria uma manobra evasiva para permitir que ele entrasse. Porque esse tipo de veículo eles de fato tem dificuldade pra fazer as rotatórias dentro da faixa que eles estão. Eles acabam invadindo as faixas adjacentes. E, muitas vezes, eles jogam obrigando os condutores que estão ao lado para evitar o acidente com base na lei da força do tamanho", explicou o delegado.

Ao Única News, o delegado explicou ainda que, independentemente do motivo que o tenha levado à decisão de trocar de faixa naquele momento, a ação do caminhoneiro foi negligente e fica claro que ele tem responsabilidade pelo atropelamento, ao contrário da motociclista que trafegava regularmente.

"Mas o fato é que a conduta dele foi negligente, ele interceptou ela e acabou causando colisão. Então a responsabilidade dele está bastante latente ali. A motociclista não tem, rigorosamente, nenhuma responsabilidade, estava totalmente regular, no espaço dela, na velocidade permitida e acabou sendo vitimada pela conduta descuidada do condutor do caminhão", disse o delegado.

O delegado informou ainda que a Autorizações Especiais de Trânsito (AET) para circular com veículos de carga pesada em horário comercial, em Cuiabá, estava vencida há, pelo menos, sete meses. "Temos a confirmação da SEMOB que este caminhão tinha autorização para trafegar na Miguel Sutil no horário comercial, mas essa autorização estava vencida desde 2023. Então ele não deveria estar ali", disse.

A lei municipal n.º 5.463, de setembro de 2011, define que caminhões com mais de 10 toneladas só podem circular pela cidade entre às 20h da noite e 6h da manhã. Para circular em horário comercial é necessário ter o documento emitido pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e se enquadrar nas excepcionalidades exigidas.

Conforme prevê o artigo 301 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), o condutor do caminhão não pôde ser preso em flagrante e responde em liberdade. As investigações estão em fase de apuração, mas é possível que o caso se enquadre em dolo eventual e ele seja indiciado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas se assume o risco agindo com imprudência ou negligência.

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