Cuiabá, 24 de Outubro de 2020

POLÍCIA
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020, 18h:19

CASO ISABELE

Exército cassa Registro de Cestari e ele ainda responderá por posse ilegal de armas

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: João Vieira/ Gazeta Digital)

O Exército Brasileiro cassou permanentemente a Certidão de Registro (CR) que dava direito à posse de arma e prática de tiro esportivo ao empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente B.O.C., 15 anos, responsável pelo tiro que matou Isabele Ramos, 14 anos, no condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

Cestari foi indiciado e será julgado pela Justiça por posse ilegal de arma de fogo, por ter guardado duas armas que pertenciam ao sogro da adolescente – uma delas usada no crime –, Glauco Correa da Costa. A denúncia será julgada pela 10ª Vara Criminal de Cuiabá.

Em relação a outras quatro armas importadas encontradas na casa de Cestari no dia do crime, 12 de julho, que estavam sem documentação, mas que ele comprovou que estava em processo de legalização e tinha autorização para possui-las, o promotor Marcos Regenold pediu o arquivamento do processo, mas enviou os autos ao Exército Brasileiro, que decidiu pela cassação permanente do CR.

O crime de posse ilegal referente às armas de Glauco Correa da Costa, as pistolas Imbel, calibre .380 (usada no crime), e Tanfoglio, calibre .38 AS, está em inquérito separado – o chamado “Inquérito Mãe” – onde Cestari ainda responderá pelos crimes de homicídio culposo; fraude processual; e por entregar arma a adolescente.

O caso

Isabele foi morta na noite de 12 de julho, na casa da amiga B.O.C., também de 14 anos, com um tiro que transfixou sua cabeça, entrando pelo nariz e saindo na nuca. A menina tinha passado o dia todo na casa da família Cestari, com a amiga, os pais dela e seus irmãos e os namorados de duas delas. Isabele morreu por volta das 22h.

B. alegou tiro acidental. Disse que tinha ido atrás de Isabele em um banheiro, com um case contendo duas armas nas mãos. Esse case teria caído e, ao se levantar, perdeu o equilíbrio e atirou sem querer na amiga. No entanto, a Polícia Civil descartou essa versão.


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