Cuiabá, 27 de Setembro de 2020

POLÍCIA
Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020, 13h:53

CASO ISABELE

Juiz diminui valor de fiança e empresário terá que pagar R$ 52,2 mil para não ser preso

Única News
Da Redação

(Foto: Arquivo Pessoal)

O empresário Marcelo Martins Cestari, pai da adolescente B.O.C. que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães, no dia 12 de julho, terá que pagar R$ 52.240,00 de fiança pelo porte e posse ilegal de arma de fogo. A fiança ainda é referente à prisão em flagrante do empresário no dia da morte.

No dia do homicídio, a Polícia Civil arbitrou o valor de R$ 1 mil. O advogado que representa a família de Isabele recorreu pedindo que fosse estabelecida fiança de R$ 1 milhão, mas o Ministério Público também recorreu.

O juiz João Bosco Soares da Silva determinou o pagamento de R$ 200 mil, devido às condições financeiras do empresário. Mas esta decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça porque a defesa de Cestarini alegava não ter sido ouvida.

E na manhã desta segunda-feira (3), o juiz deu novo despacho, após ouvir a defesa e considerar os problemas financeiros do empresário, estipulando a nova fiança, 73% a menos que a primeira estabelecida pelo magistrado.

"Esta providencia não impede que, posteriormente, o valor da fiança possa ser novamente analisado, eventualmente até majorado, aí sim sob forma de medida cautelar (Artigos 282 e seguintes do CPP), se restarem demonstrados os requisitos autorizadores da providência", diz trecho da decisão.

O caso:

Isabele foi encontrada morta no banheiro da casa da família Cestari, após a adolescente B. O. C. disparar acidentalmente contra a amiga. O tirou acertou a narina de Isabele e saiu na nuca.

Em depoimento, B.O.C. afirmou que o tiro foi acidental, após a queda do case onde estavam as armas que ela iria guardar. A arma era do pai do namorado da acusada.

Segundo o namorado de B.O.C., que prestou depoimento junto com o pai, afirmou que a arma não estava carregada.

A mãe de Isabele, Patrícia Guimarães Ramos, que também já prestou depoimento disse, ao sair da delegacia que nunca recebeu uma explicação ou pedido de desculpas da família da adolescente que atitou em sua filha. Ela não acredita em tiro foi acidental e diz que espera por justiça.

A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a Delegacia Especializada do Adolescente, estão trabalhando em conjunto nas investigações.


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