Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍCIA Sábado, 16 de Março de 2024, 08:50 - A | A

16 de Março de 2024, 08h:50 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO GRAVATAS

Viatura da Polícia Civil era monitorada por membros do Comando Vermelho no norte de MT

Ações eram coordenadas pelo Comando Vermelho para que membros e advogados da facção estarem por dentro de prisões dod membros da facção.

Da Redação
Única News



As investigações da Operação Gravatas, deflagrada pela Polícia Civil de Tapurah (388 Km de Cuiabá) na última segunda-feira (11) e que revelou o envolvimento de advogados e até de um policial militar com o Comando Vermelho, trouxe mais alguns detalhes sobre a ação da facção, que coordenava os advogados e chegou a monitorar uma viatura da Polícia Civil.

A informação foi repassada à imprensa  por Guilherme Pompeo Pimenta Negri, delegado da cidade de Tapurah, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13).

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Foram alvos da operação os advogados Hingritty Borges Mingotti, Tallis de Lara Evangelista, Roberto Luís de Oliveira, Jéssica Daiane Maróstica e o policial militar Leonardo Qualio.

RELEMBRE O CASO:

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Segundo o delegado, líderes da facção criminosa no norte do estado coordenavam a ação dos advogados juntamente com o policial militar, para estarem sempre "em cima" das ocorrências, chegando até mesmo a monitorar uma das viaturas da Polícia Civil no município de Tapurah, para saber quando algum faccionado seria preso.

Em fotos do processo criminal, é possível ver uma conversa entre membros da organização criminosa, onde a viatura da Polícia Civil é fotografada em uma residência e uma pessoa diz "presa em Tapurah, agora". Na legenda de uma das fotos, é dito ainda que o advogado do Comando Vermelho é acionado assim que um dos membros é preso.

Conforme a Polícia Civil, a central de monitoramento do crime ia muito além. A investigação apontou que o policial militar Leonardo Qualio, da cidade de Sinop (500 Km de Cuiabá), repassava os boletins de ocorrência e mandados de prisão para as lideranças da facção que estão presas.

Com a informação repassada pelo militar, criminosos e advogados da facção podiam se organizar e se preparar judicialmente, chegando a saber com antecedência como seria a ação da Polícia.

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(Foto: Reprodução/Polícia Civil)

(Foto: Reprodução/Polícia Civil)