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POLÍTICA Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017, 17:13 - A | A

20 de Outubro de 2017, 17h:13 - A | A

POLÍTICA / "ISTO É BOBAGEIRA "

Adevair quer reduzir vereadores de 25 para 19 e recebe críticas

Rayane Alves



(Foto: Secom/Câmara)

vereador Adevair Cabral (PSDB).jpg

 

Em meio a polêmica em torno da suspensão do projeto de suplementação à Câmara dos Vereadores, em Cuiabá, na casa dos R$ 6,7 milhões que resultou na demissão de 460 servidores comissionados; mais o pedido de cassação, por colegas de Parlamento, do vereador Felipe Wellaton (PV) e ainda o discurso do vereador Gilberto Figueiredo (PSB), que considerou que o número de comissionados é mesmo um exagero para uma Casa de Leis sem grande orçamento, desvelam uma Câmara que longe está de falar politicamente a mesma lingua. 

 

Isto sem falar no novo decreto -  uma suplementação de R$ 3,3 milhões -, assinado pelo prefeito de Cuiabá, o peemedebista Emanuel Pinheiro (PMDB), nesta última quarta-feira (18) e publicado no Diário Oficial de Contas desta quinta-feira (19), destinados à remuneração de pessoal e encargos sociais. 

 

Como forma de assegurar a suplementação, sem 'a cara de uma reedição do decreto anterior que repassaria R$ 6,7 milhões para o Parlamento, que rendeu uma profunda polêmica, a prefeitura vai anular recursos que seriam destinados à ações de informática, manutenção de serviços administrativos, divulgação institucional e manutenção de serviços de transporte e conservação de bens. Já que a suplementação anterior já tinha sofrido suspensão da Justiça e Tribunal de Contas do Estado (TCE) no início de setembro. 

 

E nesta última quinta-feira, para aumentar ainda mais esta pressão, dentro desta Torre de Babel, que se transformou a Câmara de Vereadores de Cuiabá,  agora o vereador Adevair Cabral (PSDB), trouxe outro discurso na sessão ordinária de quinta-feira (19), que ainda pode gerar mais transtorno ao Legislativo municipal.

 

A avaliação de Adevair é simples e direta. Para ele, o número de vereadores, 25, precisa cair para 19, pois a redução traria uma economia mensal de pelo menos R$ 140 mil.

 

Para ser aprovada, a Lei Orgânica Municipal precisa da adesão de nove parlamentares à ideia. Até o momento, cinco se comprometeram em assinar, sendo que entre eles estão Dilemário Alencar (Pros), Marcelo Bussiki (PSB), Felipe Wellaton (PV), Sargento Joelson (PSC) e Toninho de Souza (PSD).

 

“Estou propondo cortar seis vereadores e esses seis vereadores vai diminuir seis verbas indenizatórias, seis salários de vereadores e seis verbas de gabinete”, detalhou. 

 

Conforme Adevair, se a propositura for aprovada pelo plenário da Casa, iria valer apenas na próxima eleição municipal, que acontecerá em 2020. A ideia dele foi porque a Lei Orgânica Municipal fala em até 25 vereadores e não este número exato, o que significa que este número pode ser menor.

 

Até 2011, o número de vereadores era de 19, mas foi aumentada para 25, sob o entendimento de ser apenas uma adequação na Constituição Federal. “Todo mundo diz que a Câmara está em crise e em toda reportagem que passa a população afirmar ter muitos vereadores. Na minha opinião também não precisa de ter 25 vereadores aqui dentro”, destacou.

 

O vice-presidente da Casa, Renivaldo Nascimento não ficou contente com a ideia do colega e ainda teceu críticas por apresentar esta proposta. Segundo o vereador, o número de vereadores é constitucional e Cabral “não tem o que fazer e fica pensando bobageira (sic)”.    

 

“Essa questão de diminuir ou aumentar é quantitativo, é a representatividade da população cuiabana. De acordo com a quantidade populacional, há uma decisão do STF do TSE. Você não pode mexer”, finalizou.

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