Cuiabá, 25 de Maio de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 02 de Outubro de 2017, 15:09 - A | A

02 de Outubro de 2017, 15h:09 - A | A

POLÍTICA / "MICO POLÍTICO"

Com cassação de três dos sete vereadores, denúncia contra Pinheiro pode virar tiro no pé

Marisa Batalha



(Foto: Assessoria)

vereadores de cuiabá em brasília 3.jpg

 

A vida é sorte ou azar! Sob alguns pontos de vista, azar para um, sorte para outros! Assim, as duas situações sempre levarão em conta em qual momento elas ocorrerão!. Aí, define-se se a sorte bateu na porta deste ou se o azar se instalou na porta do outro! 

 

No início da manhã desta segunda-feira (02), a sorte estava com sete vereadores cuiabanos, que conseguiram chamar a atenção da mídia em Brasília contra o prefeito peemedebista, Emanuel Pinheiro. Já há algum tempo vivendo dias tempestuosos, após vídeo veiculado em nível nacional, onde aparece enchendo os bolsos de seu paletó, com pacotes e pacotes de dinheiro, supostamente ligado a um bem elaborado esquema de corrupção. Criado pelo ex-governador peemedebista, Silval Barbosa, quando comandou o Palácio Paiaguás.

 

Um pouco mais tarde, com a notícia de que foram cassados os mandatos de três dos sete parlamentares que continuam em Brasília, realizando o ato público, contra o gestor cuiabano, obviamente, que a sorte deu uma volta e foi bater na porta de Emanuel Pinheiro!

 

Com a cassação dos vereadores de Cuiabá, Abílio Brunini (PSC), Joelson Amaral (PSC) (o Sargento Joelson) e Eliseu Nascimento (PSDC), o ato político em favor das investigações contra o prefeito peemedebista, Emanuel Pinheiro e pela abertura de uma CPI, obviamente, que não só perdeu força como pode até virar motivo de chacota nas redes sociais. 

 

Se em Brasília, os vereadores cuiabanos insistem no pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, o compartilhamento das informações referentes ao processo de investigação com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), para que a proximidade da entidade com os fatos, dê mais agilidade na conclusão de provas. E, sobretudo, subsidiem eventuais medidas que esclareçam à sociedade se houve ou não dolo por parte do prefeito de Cuiabá, que à época dos fatos investigados era deputado estadual. Esta argumentação, agora, com a cassação dos três, fazem com que os motivos que os levaram à Brasília minimamente corram um sério risco de cair em descrédito. Podendo, aliás, se transformar em um grande e doloroso  'tiro no pé'. 

 

Principalmente, porque a decisão do juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, pede a saída da cadeira, na Câmara dos três e de seus suplentes, anulando os votos recebidos por eles, pela construção de candidaturas femininas, na época das eleições, praticamente faikes. 

 

A decisão atendeu ação de investigação promovida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou fraude na composição da lista de candidatos do partido, em que foram incluídas candidatas “laranjas” apenas para cumprir a cota de 30% por gênero. 

 

Ou seja, na ação, o MP revela que foram lançadas algumas candidaturas femininas na eleição de 2016, quase faikes, já que serviram apenas para preencher a cota de gênero, sem que as mesmas concorressem de fato.

 

Em trech  da representação do MP, até como forma de dar sustentação ao pedido de cassação dos parlamentares no Tribunal de Justiça, é mostrada a confissão de uma destas candidatas,  Lúcia Carolina da Silva Gonçalves, atendente de farmácia. Nela, Lúcia admite ter se candidatado dois dias antes do prazo final a pedido 

 

Além da cassação, o magistrado puniu os candidatos Oséas Machado de Oliveira e José Marcos de Souza com a inelegibilidade por oito anos, contados a partir de 2016. Outros dois vereadores cuiabanos - Marcrean dos Santos (PRTB) e Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC) - foram cassados sob o mesmo motivo e pelo mesmo juiz. Ainda que estejam recorrendo da decisão do TJ-MT.

 

Em resposta

 

Em resposta à matéria, o vereador Sargento Joelson (PSC) informa que somente se filiou ao partido na convenção, 45 dias antes da eleição, pelo fato de ser um policial militar, e que não fez parte da montagem da chapa. 

 

Joelson não acredita que tenha havido crime eleitoral. Ele afirma, ainda, que essa linha adotada pelo juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, da 55ª Zona eleitoral,  pela cassação, não tem a devida fundamentação, e que seus advogados farão o recurso necessário para cassar a decisão. Enquanto segue o imbróglio jurídico, o vereador continua no cargo, 

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