Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Sábado, 01 de Abril de 2017, 11:21 - A | A

01 de Abril de 2017, 11h:21 - A | A

POLÍTICA / VLT

CPI da copa não foi votada porque as empresas seriam barradas na retomada das obras, afirma Oscar

Por Suelen Alencar/ Única News



Oscar Bezerra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O deputado Oscar Bezerra (PSB) disse em entrevista ao site Única News que a CPI da Copa ainda não foi votada para que as obras fossem retomadas. Segundo ele se o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Copa do Mundo entrasse em votação, empresas envolvidas e a gerenciadora da obra não poderiam participar da retomada.

 

"Precisa colocar em votação. Se o relatório que foi apontado for votado pelo parlamento estadual as empresas que participaram anteriormente nãopoderá tocar a obra.A fiscalizadora  também não poderá participar, além de ter que pagar multas e devolver dinheiro. Acredito que esse seja o motivo para a CPI não ter sido votada, porque querem continuar a obra da copa. Eu também quero, mas não podemos ser convenientes com nada que foi feito de errado. Se não estamos dando continuidade ao erro", explicou.

 

O governo do Estado  e o Consórcio VLT definiram um acordo para retomar as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no valor de R$ 922 milhões, após reunião na madrugada da última sexta-feira (31), o valor ultrapassou o que era prevista no inicio da obra. Para Oscar, a obra pode até ser retomada mas deve 'levar a risca' tudo que foi levantado na CPI.

 

"Se tiver um TAC entre Tribunal de Contas, o Ministério Público Estadual, o Federal e Governo é ótimo, mas que fique registrado tudo que foi levantado pela CPI dos R$ 543 milhões de suposição de desvios de dinheiro público,no contenxto global. E no VLT foi R$ 230 milhões desviados entre as gerenciadora e as os consorcios que administraram a obra do VLT", relembrou o parlamentar. 

 

O Ministérios Públicos Federal e Estadual (MPF-MPE)  vão avaliar o entendimento e homologação do acordo, para depois ser encaminhado ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, que deve dar o parecer final. Com essa nova tomada, o modal  cutará ao Estado R$ 2,3 bilhões.  O acordo também aponta que as obras devem serem iniciadas em maio, com previsão de conclusão em 24 meses, o que significa que será quando a capital completará 300 anos. 

 

O parlamentar também pontuou que, na sua visão, não vê viabilidade do VLT para Cuiabá, mas que diante da situação o governo precisa terminar a obra inacabada do governo passado. 

 

Corrida para terminar a obra 

 

 A obra do VLT é resultado de um empréstimo contraído com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Na última semana, o governador chegou a revelar que teria recebido “sinal positivo” do presidente peemedebista, Michel Temer , para a retomada das obras ainda neste primeiro semestre do ano.

 

Na ida a Brasília, Taques vai acompanhado do novo secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares. E ainda está programada uma agenda do gestor com o ministro da Saúde Ricardo Barros (PP) para apresentação da nova Central de Regulação de Mato Grosso.  E como estratégia, o governador ainda deve reforçar o pedido para a liberação de emendas parlamentares. Porque - por meio delas -, ainda conseguirá elevar o investimento na saúde pública.

 

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