Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 26 de Maio de 2017, 11:47 - A | A

26 de Maio de 2017, 11h:47 - A | A

POLÍTICA / VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Crianças violentadas podem ter prioridade de vagas em creches e escolas

Wellyngton Souza / Única News



(Foto: Reprodução)

04-módulo-2-violência-333x227.jpg

 

André de Mendonça Vieira, de 23 anos, foi preso suspeito de abusar de sua enteada de apenas nove anos. A prisão ocorreu no bairro Nova Esperança, na nesta quinta (25), em Cuiabá.

 

Um dos abusos foi visto pelo irmão da vítima, de 12 anos, que relatou à mãe. Conforme relato da menina, o suspeito introduzia o dedo em seu órgão genital, após pedir para que ela abaixasse a calcinha. Ainda segundo relatos, o homem passava o pênis ereto por todo o corpo da menina.

 

Os abusos ocorriam sempre que a mãe deixava a residência para ir ao trabalho no período da tarde. A mãe da vítima que não teve o nome revelado, descreveu no registro policial já sofreu agressões pelo homem, que no momento não trabalha então cuidava da menina e dos irmãos. Os irmãos da vítima são de outro relacionamento. Apenas a menina sofria os abusos.

 

André Viera foi preso em flagrante e deve responder por estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá que deve investigar o caso.

 

O presidente da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá, vereador Gilberto Figueiredo (PSB), apresentou um Projeto de Lei que garante prioridade em vagas das creches e escolas municipais para crianças que sofreram violência dentro de casa. O PL defende ainda mães que também foram vítimas de agressão doméstica.

 

O parlamentar apresentou ainda durante audiência nesta quinta (25), um balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT) alerta que somente em 2016, 701 denúncias foram registradas. Um aumento de 32%, se comparado com 2015, que obteve cerca de 531 relatos de violência doméstica contra as vítimas.

 

"A realidade é triste, pois os dados de violência sexual ou psicológica nunca representam a realidade porque muitos deles permanecem no silêncio com medo. A escola é o segundo lar da criança, onde ela encontra afeto e brincadeira capazes de amenizar o sofrimento a que é acometida criminalmente em seu lar", relata.

FAÇA PARTE DE NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA DIARIAMENTE NOSSAS NOTÍCIAS!

GRUPO 1  -  GRUPO 2  -  GRUPO 3

Comente esta notícia