Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 26 de Setembro de 2017, 12:49 - A | A

26 de Setembro de 2017, 12h:49 - A | A

POLÍTICA / BOI DE PIRANHA

Defesa quer vídeo que favorece Pinheiro junto aos autos de delatores

Marisa Batalha



(Foto: Secom/Prefeitura)

Emanuel Pinheiro.jpg

 

A superexposição realizada pela veiculação de um vídeo, onde o prefeito peemedebista, Emanuel Pinheiro aparece recebendo 'bolos de dinheiro', supostamente vindo de esquema de Silval Barbosa, na época em que comandou o Paiaguás, obrigou o gestor da Capital a ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No pedido ao ministro Luiz Fux, Pinheiro solicita que o ex-governador, correligionário de sigla e  seu ex-chefe de gabinete, Silvio Corrêa, sejam reinterrogados pela Justiça. Já que o termo de delação foi firmado junto à Procuradoria Geral de Justiça, mas homologado pelo STF. O ex-chefe de gabinete que na sua sala, no Paiaguás, gravava deputados - estadual e federal- pegando suposto mensalinho, entregou as gravações como prova na PGR e dentre os conteúdos das filmagens, aparece Pinheiro.

 

Veiculado em nível nacional, como um dos políticos mato-grossenses, supostamente envolvido na organização criminosa criada por Silval no Estado, o prefeito requereu junto ao ministro, sigilo dos autos. Sob alegação de que os fatos revelados nas delações criaram  um clima de 'instabilidade governamental no município”.

 

Colocado ao escrutínio público, Emanuel Pinheiro utiliza exatamente deste argumento na ação,  revelando que da forma como as declarações foram veiculadas, alicerçada pelo vídeo - em que o prefeito, na época deputado estadual, aparece colocando dinheiro no paletó -, abriu brecha para 'julgamentos públicos, verdadeiros escárnios, sem que o requerente tenha seu direito pátrio da ampla defesa, bem como no seu devido processo legal' e, obviamente, como consequência criando uma possibilidade real da ingovernabilidade.

 

A defesa de Pinheiro também requereu, no mesmo pedido feito ao ministro Luiz Fux, que se junte aos autos da delação de Barbosa e de Sílvio Corrêa, um vídeo gravado pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanatta, quando esteve com Silvio Corrêa. 

 

Em áudio com mais de 1h30 de duração, gravado no dia 28 de agosto, Zanata consegue que o ex-chefe de gabinete de Silval revele que nos vídeos - veiculados em rede nacional pela Globo, mostrando vários deputados estaduais pegando suposta 'bola' no Paiaguás -, Emanuel teria sido 'boi de piranha'.

 

Ainda de acordo com a gravação, Sílvio revela que 'o grupo quis ganhar visibilidade já que o ex-deputado agora era prefeito da Capital'.

 

O áudio da conversa foi apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa de Emanuel, quando foi desencadeada a Operação Malebolge, no dia 14 de setembro, na 12ª fase da Ararath. Operação pautada nas delações do ex-gestor peemedebista e que mirou de ministro e senador, até deputados estadual e federal. E resultando ainda na prisão do deputado social democrata, Gilmar Fabris, por obstrução da Justiça.

 

Resultado do vídeo

 

Pinheiro tem sido exaustivamente criticado por cuiabanos nas redes sociais, por meio do Facebook e nos grupos de WhastApp. Com internautas já criando comparações, como a realizada nesta última semana, por um estudante de comunicação, rapidamente ganhando adeptos, quando pergunta a Pinheiro: 'prefeito quando se trata de multas de trânsito as câmeras de videomonitoramento não mentem, mas no caso do senhor, aí o vídeo estaria em outro contexto e que a história não seria assim?'.

 

Além das críticas ácidas, Pinheiro ainda está sendo obrigado a conviver com uma Câmara de Vereadores cada vez mais dividida quanto a abertura de uma CPI. Um Ministério Público que apoia a iniciativa dos parlamentares municipais quanto à investigação e ainda movimentos populares como MBL (Movimento Brasil Livre) que nesta próxima sexta-feira (29), programou - um Fora Emanuel -, para às 8:30 da manhã, na Câmara de Vereadores de Cuiabá.

 

Tiro pode sair pela Culatra

 

A gravação de Zanatta pode, no entanto, ser descartada pelo STF, de acordo com matéria veiculada pelo Blog Isso É Notícias, nesta última segunda-feira (25). Caso se confirme que as filmagens foram realizadas como forma de minimizar o efeito negativo, causado sobre o prefeito Emanuel Pinheiro, após vídeo em que aparece pegando supostamente propina.

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