Cuiabá, 25 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 04 de Fevereiro de 2019, 09:01 - A | A

04 de Fevereiro de 2019, 09h:01 - A | A

POLÍTICA / APONTA O MIRA CIDADÃO

Dívida dolarizada é a que mais pesa no caixa do Estado

Da Redação



O governador democrata Mauro Mendes, em conversa com jornalistas, reiterou a possibilidade de vender a dívida dolarizada contraída com o Bank of America durante a gestão de Silval Barbosa (sem partido), para o Banco Mundial.

No final de dezembro de 2018, a equipe econômica de Mendes se reuniu com o banco internacional ne tentativa de que ele compre a dívida.

De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, as taxas e juros com o Banco Mundial são bem menores se comparadas ao Banco of America. Sendo assim, há maiores facilidades para efetuar o pagamento, principalmente, na situação de crise financeira que o Estado vive, atualmente, com déficit de quase R$ 2 milhões.

Mendes complementou que, além de tudo, ainda tem a vantagem de ganhar mais prazos e reduzir o valor da parcela para R$ 60 milhões ano. Com isso, o caixa do Estado terá mais folga.

“O banco já colocou as condições objetivas para que possa fazer isso. É um grande negócio para o Estado, porque alongamos a dívida e diminuímos os juros. Pagaremos esse ano praticamente R$ 280 milhões ao Bank of America, mas se negociarmos com o Banco Mundial esse valor cai para uma prestação em torno de R$ 60 milhões/ano. Então isso dá uma folga de mais de R$ 200 milhões”, explicou.

Mendes argumentou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ajudar Mato Grosso, claro, se fizer a ‘lição de casa’. “Se nós cumprirmos as regras seremos ajudados”.

Ainda disse que o “Pacto por Mato Grosso” - conjunto de cinco medidas anticrise - foi uma forma que o governo encontrou para mostrar que está buscando o equilíbrio financeiro das contas.

“Nenhum banco dá dinheiro para quem não tem condição de pagar. Se hoje o que arrecadamos não paga nem a despesa do mês, como vamos pagar o financiamento que o banco oferece? ”, questionou.

Para Mendes, a dívida com o Bank of America deixa o Estado vulnerável já que a parcela é paga duas vezes por ano, em março e setembro, o valor superior a U$ 32 milhões, sem mecanismo de garantia em caso de elevação cambial. O democrata acredita que a parcela pode chegar a R$ 140 milhões no próximo mês.

Sendo assim, o banco acaba lucrando com o pagamento dos juros e com a variação cambial. O empréstimo de R$ 470 milhões, foi autorizado pela Assembleia Legislativa por meio da Lei 9.828 de 22 de novembro de 2012 e dividido em 18 parcelas semestrais.

Conforme dados do Mira Cidadão, o governo Pedro Taques (PSDB), de 2015 a 2018, já pagou R$ 716, 9 milhões do valor da dívida, mais R$ 48,1 milhões de comissão.

Atualmente, a dívida com o banco é a que mais pesa no caixa do Estado. Conforme o Mira, Silval que é o autor da dívida, pagou apenas R$ 93 milhões em 2014.

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