Cuiabá, 19 de Julho de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 05 de Outubro de 2018, 16:37 - A | A

05 de Outubro de 2018, 16h:37 - A | A

POLÍTICA / DO TCE

Dogde pede rapidez em investigação contra conselheiros

Luana Valentim



procuradora-geral da República, Raquel Dodge

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux celeridade na investigação contra os cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado feita pela Policia Federal. Ela espera ao menos uma resposta parcial dentro de no máximo 90 dias. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (05), no programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real.

 

Os conselheiros foram afastados na operação Ararath que investiga um suposto esquema de compra de vaga na Corte que, segundo a delação do ex-governador Silval Barbosa, eles cobraram de R$ 53 milhões em propina para não ‘atrapalharem’ as obras da Copa do Mundo de 2014 e no programa MT Integrado.

 

O pedido da procuradora foi em função da manifestação do conselheiro afastado, Antonio Joaquim que pediu para retornar ao cargo. No entanto, Dodge alega que o seu afastamento foi necessário em substituição a prisão cautelar como meio eficaz de impedir a continuidade das práticas delituosas, além da interferência concreta do requerente nas investigações em curso.


“Pelo exposto, requeiro o indeferimento do pedido de revogação da medida cautelar em exame e a expedição de ofício à autoridade policial para que confira tratamento prioritário à investigação, apresentando relatório total ou parcial e prazo não superior a 90 dias”, diz trecho do parecer proferido no último dia 2.

 

A procuradora voltou a afirmar a “existência de indícios suficientes de que Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto integra uma organização criminosa com ramificação no Tribunal de Contas do Estado, o que torna seu afastamento necessário à investigação”.

 

Dodge também cita uma possível participação do conselheiro em um esquema de lavagem de dinheiro do qual também teria participado o ex-governador Silval Barbosa, na compra e venda de uma fazenda.

 

Para ela, os depoimentos de colaboradores, documentos colhidos durante as investigações, apontariam para a participação de Antônio Joaquim na ocultação de valores desviados de crimes contra a administração pública praticados por Silval.

 

Sendo assim, ‘dissimulou o montante recebido pela venda de imóvel rural de sua propriedade, ciente da origem criminosa de tal quantia, ocultando, ainda, o real comprador do imóvel, o que demonstra sua intensa participação como integrante da organização criminosa’.

 

Antônio Joaquim foi afastado do TCE desde no dia 14 de setembro de 2017, assim como os conselheiros Valter Albano, José Carlos Novelli, Waldir Teis. Já Sergio Ricardo estava afastado por outra decisão judicial.

 

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