Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 06 de Novembro de 2018, 20:00 - A | A

06 de Novembro de 2018, 20h:00 - A | A

POLÍTICA / EM CUIABÁ

Elizeu defende contratação temporária de profissionais da saúde

Luana Valentim



(Foto: AL/MT)

Elizeu nascimento vereador

 

O vereador de Cuiabá, Elizeu Nascimento (DC), deputado estadual eleito com 21.347 votos, em entrevista à Rádio Capital FM, nesta segunda-feira (05), defendeu a contratação temporária de profissionais para a área da saúde e declarou que foi contra a abertura de uma Comissão Parlamentar Interna para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), por não haver provas suficientes.

 

Na semana passada, a Câmara de Cuiabá rejeitou por 15 votos a 4 a proposta do vereador Abílio Junior (PSC) para a abertura de uma CPI que previa afastar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

 

Elizeu, que foi um dos 15 a votar contra a proposta do parlamentar, relatou que baseou sua decisão nos votos de dois vereadores médicos, o doutor Ricardo Saad (PSDB) e doutor Xavier (PTC) – ambos contra a abertura da CPI -, pois não encontraram provas suficientes para a abertura da Comissão Processante.

 

“Então eu segui o relator [Justino Malheiros], o doutor Ricardo Saad e doutor Xavier. Assim também a maioria fez nesta mesma situação, inclusive, nem todos aqueles que são considerados oposição ao prefeito, sendo uma média de 6 a 7, não fizeram a votação deles em favor desta situação. Uns não compareceram, outros se abstiveram. Então teve apenas quatro votos a favor”, pontuou.

 

O vereador destacou que o seu voto não tem ‘cabresto’ sendo ele de livre e espontânea vontade por ver que não havia necessidade de fazer uma votação em favor de um processo de alguém que está buscando a todo o custo cassar ou afastar o prefeito. Precisando então, saber medir algumas situações, pois cabe a Justiça decidir se instaura ou não o inquérito.

 

“Algumas coisas precisam ser bem posicionadas, bem explicadas e não fazer como alguns têm feito, de querer mirar para dar certos tiros em cima de outros vereadores. Usar de algumas formas para tentar induzir ou pressionar o vereador a dar um voto que não é ideológico. Eu penso desta forma”, afirmou.

 

Entre os argumentos apresentados por Abílio foi a medida cautelar determinada pela procuradora-geral do Tribunal de Contas do Estado, Jaqueline Jacobsen, que o prefeito suspendesse qualquer contratação temporária depois de ter constatado mais de 2.700 pessoas temporariamente pela Secretaria Municipal de Saúde para o preenchimento de cargos permanentes, o que representa quase 45% de todo o rol de servidores da pasta.

 

Elizeu, no entanto, defendeu que esses contratos são abertos e foram feitos para cumprir a demanda de falta de funcionários até que ocorra o teste seletivo ou o próprio concurso municipal, o que não tem acontecido. Ele ainda destacou que diante das acusações, as contratações foram suspensas até que sejam concluídas as investigações e se tenha um veredito. 

 

“Na Saúde é complicado ficar suspenso a contratação. Vamos supor que o médico da UPA da Morada do Ouro peça conta e vai abrir o seu consultório, como que fica aquela população sendo que um contratado acabou saindo? Quem vai suprir a vaga desse médico para fazer os trabalhos e os encaminhamentos? A enfermeira é da mesma forma”, questionou.

 

Outro ponto destacado pelo vereador, é o novo Pronto Socorro que tem previsão de ser inaugurado em dezembro deste ano que precisará de profissionais da saúde atuando para atender a população, porém, com a suspensão de contratação feita pela Justiça, Elizeu questiona sobre como será feita esta inauguração. ‘Ou seja, inaugura um prédio sem funcionário? ’

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