Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017, 12:11 - A | A

29 de Dezembro de 2017, 12h:11 - A | A

POLÍTICA / MOISÉS FELTRIN

Ex-parlamentar perde prazo para reaver armas apreendidas na Rêmora

Da Redação



(Foto: Reprodução/Web)

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O empresário e ex-deputado estadual, Moisés Feltrin, detido na operação Rêmora, em maio de 2016, perdeu prazo para reaver suas armas apreendidas pelo Gaeco, depois de não comparecer em juízo, de acordo com despacho do juiz Lídio Modesto da Silva Filho, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

Após o pedido de restituição das armas de fogo, por Feltrin, o juiz autorizou a devolução de dois revólveres, pautado judicialmente em decisão do Tribunal de Justiça que trancou a denúncia sobre a posse de armas, mantendo apenas a acusação do porte de munições de uso restrito. 

 

Em um trecho da decisão do magistrado, Modesto determina que 'o ex-parlamentar compareça em juízo a fim de restituir as armas, portando, no entanto, documentos que comprovem a propriedade das armas e o porte para usá-las'. Entretanto, publicação da primeira semana de dezembro, informa que Feltrin não compareceu ao Fórum de Cuiabá.

 

Feltrin que inicialmente seria levado sob condução coercitiva, na época da operação, para um depoimento na 7ª Vara Criminal, para a juíza Selma Arruda, acabou sendo preso após o Gaeco encontrar três armas com documentação vencida, em sua residência.

 

Além de ter sido denunciado pela posse de armas, Feltrin virou réu em uma das ações penais derivadas da operação, que apura suposto esquema de exigência de propina a empresários em troca de divisão de contratos e liberação de medições de obras na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

 

O ex-deputado estadual Moisés Feltrin (sócio de uma empreiteira), e o empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, foram presos na operação Rêmora, que desmantelou esquema de fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação, por meio de licitações para construção e reformas de escolas no Estado. Na época, já se acreditava em um desfalque deixado na Seduc de pelo menos R$ 56 milhões.

 

As fraudes supostamente teriam iniciado em outubro de 2015, quando a pasta já era comandada pelo ex-deputado Permínio Pinto (PSDB). O ex-deputado estadual Moisés Feltrin negou participação no esquema. "É uma farsa. Nem conheço esse Giovani", disse à imprensa, na época.

 

A Rêmora teve três fases e foram presos desde servidores de carreira e comissionados da Seduc, até o secretário Permínio Pinto e empresários. O último a ser preso foi o empresário Alan Malouf, proprietário do Buffet Leila Malouf. 

 

Malouf integrava o núcleo que liderava a quadrilha e tinha a função de formular e aprovar os métodos para desviar verba da Seduc, durante a gestão do ex-secretário Permínio Pinto. A organização criminosa possuia um bem montado organograma, com funções e lideranças dentro do esquema criminoso.

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