Cuiabá, 24 de Julho de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2018, 13:49 - A | A

20 de Dezembro de 2018, 13h:49 - A | A

POLÍTICA / EM FIM DE MANDATO

Galli quer impedir conferência LGBT marcada para novembro de 2019

Marisa Batalha



(Foto: Reprodução)

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O deputado federal Victório Galli, do PSL-MT, derrotado nas urnas nestas últimas eleições em Mato Grosso, volta a cena nacional, agora tentando impedir a realização da 4ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBTs. Ainda que o encontro só vá ocorrer em novembro de 2019.

 

Conhecido como um político polêmico, sobretudo, pelo seu posicionamento radical contra a homossexualidade, o parlamentar chegou a ser chamado de 'homofóbico' por instituições que respondem pela Diversidade Sexual em Mato Grosso e em nível nacional.

 

Ao visto, não sem motivo, já que no final da semana passada protocolou pedido de apoio no Congresso Nacional para impedir a realização da Conferência LGBT, ainda que ela vá acontecer no final de novembro do ano que vem. Possivelmente, aproveitando-se do fato de ser do mesmo partido do novo presidente da República, Jair Bolsonaro que, igualmente, se posiciona contra a homossexualidade, mas sem o ranço do parlamentar mato-grossense e, nem tampouco, obcecado pelos extremos valores de tradição, família e propriedade [também conhecida como a TFP].

 

 Galli a partir do dia 1º de fevereiro de 2019, deverá assumir cargo na Casa Civil da Presidência da República, com a posse de Bolsonaro, juntamente com Leonardo Quintão (MDB-MG) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que também não conseguiram renovar o mandato. E deverá ser um dos responsáveis pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, sob a coordenação do futuro ministro Ônix Lorenzoni (DEM-RS).

 

Paralelo ao exercício do cargo em Brasília, Galli já anunciou que pretende concorrer a prefeito de Cuiabá em 2020. Para viabilizar a candidatura, já atua para pacificar e fortalecer o PSL mato-grossense que está sob sua presidência.

 

No caso da conferência, o apoio que o deputado federal busca é ao seu projeto que tramita na Câmara dos Deputados - Projeto de Decreto Legislativo 1014/18 -, que susta a realização da 4ª Conferência. 

 

O encontro nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos do coletivo LGBT foi convocado pelo Decreto 9.453/18 e prevê a participação de mil delegados, para fortalecer o processo de participação social da população LGBT, além de avaliar a efetividade das políticas públicas e aprovar a criação de uma política nacional. Com o tema “A Garantia do Direito à Diversidade Sexual e de Gênero para a Conquista da Democracia”, o evento deve ser realizado em Brasília, no final do ano que vem.

 

Para Galli - neste finzinho de mandato -, o decreto é oportunista, pois acredita fielmente que o evento é uma “afronta” à sociedade. “Rogo aos pares para nos unir contra essa afronta legal aos bons costumes de uma sociedade justa e moralmente civilizada”, disse.

 

A corrida do deputado federal contra o tempo chamou a atenção dos coletivos que realizam a defesa dos direitos humanos, na busca do respeito às diferenças no Brasil. Resultando em várias matérias e notas postadas pelas redes sociais dos mais variados coletivos desde o LGBT até os que lutam pelos direitos da mulher, contra o preconceito racial, dentre outros.

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