Cuiabá, 18 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018, 16:43 - A | A

26 de Novembro de 2018, 16h:43 - A | A

POLÍTICA / "DESGOVERNO TOTAL"

Juarez: Taques deveria sair algemado, assim como fez com Silval

Luana Valentim



(Foto: Internet)

Juarez Costa

 

O ex-prefeito de Sinop (a 503 km de Cuiabá), Juarez Costa (MDB), deputado federal eleito, declarou em entrevista à Rádio Capital FM, nesta segunda-feira (26), que nunca viu um desgoverno total como o de Pedro Taques (PSDB). Ainda disse que o tucano deveria sair do Palácio Paiaguás algemado diante dos crimes ocorridos em sua gestão.

 

Juarez destacou que há possibilidade de se fazer gestão, porém, faltou competência no governo Taques que ao invés de olhar para frente, ficou preso ao retrovisor que ao seu ver é importante apenas para analisar o que deu errado e buscar não repeti-lo.

 

“Eu peguei esse governo Taques, eu desconhecia esse governo, toquei a saúde e não tive problema. Eu abri um hospital que é fantástico, uma coisa maravilhosa com equipamentos de ponta sendo tudo comprado na Alemanha. Eu abri uma UPA. Sinop tinha cinco postos de saúde e eu construí 19 com duas equipes cada um, exigi porcelanato no chão, tevê de led, totalmente climatizado, com dois médicos, dois dentistas, duas enfermeiras, quatro técnicos de enfermagens e oito agentes de saúde em cada unidade”, pontuou.

 

Lembrou ainda do caso que ficou nacionalmente conhecido como Grampolândia Pantaneira, afirmando que também teve o telefone grampeado por um ano e que na véspera de campanha, relata ele, recebeu a visita do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em sua casa a mando de Taques. O Gaeco cumpriu em setembro de 2016, um mandato de busca e apreensão na casa do então prefeito com o objetivo de investigar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

A existência da suposta rede clandestina de grampos telefônicos em Mato Grosso veio à tona em 11 de maio de 2017, quando o caso ganhou notoriedade ao ser veiculado pelo Fantástico, programa da Rede Globo. Para a prática ilegal de ‘barriga de aluguel’, foi pedido à Justiça uma autorização para interceptar os telefones de pessoas que não são investigadas, nesse caso, junto com os de integrantes da quadrilha de tráfico de drogas. 

 

Foram inseridos números telefônicos de políticos adversários do governo, médicos, advogados, parlamentares, jornalistas, servidores públicos e até desembargador aposentado de Mato Grosso, em um pedido de quebra de sigilo.

 

Juarez ainda revelou que na terceira eleição – que não disputou por já ter ficado oito anos à frente do Executivo municipal -, tinha como candidato a seu substituto na prefeitura o ex-deputado federal, Roberto Dorner (PSD), que o informou que não iria se candidatar, pois Taques e o deputado Federal, Nilson Leitão (PSDB) afirmaram que iria prender o emedebista.

 

Então, ele tinha como sua segunda opção o empresário Dalton Martini (PP), que também recusou o convite pelo mesmo motivo. Sendo que a única que aceitou ‘enfrentar’ as ameaças foi Rosani Martinelli (PSB) que se candidatou e venceu as eleições.

 

“Que Estado é este que estamos vivendo? Graças a Deus está acabando. Esse cara [Taques] tinha que ir preso, assim como ele fez ao prender Silval e muitos outros. Ele tinha que sair algemado também. O que ele fez, acabou com a minha família”, ressaltou.

 

Ele avalia que foi uma grande perseguição que o tucano fez com ele, ainda mais por não ter tentado nem mesmo provar as acusações que fez contra ele.

 

Juarez lamenta que o Estado esteja com muitas dificuldades e reconhece que o governador eleito, Mauro Mendes (DEM), terá muitas dificuldades para colocar ‘a casa em dia’, mas acredita que o democrata tem competência para mudar essa realidade.

 

Analisou também que Mendes acerta em estar focado nos trabalhos de transição de governo por ser este o momento mais importante, pois somente assim ele terá entendimento do que é necessário fazer dentro do Executivo.

 

Ao falar sobre a política nacional, o deputado relatou que tem observado que a expectativa com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), é muito grande, porém, tem se sentido perdido mesmo sabendo de sua capacidade política, mas não vê uma segurança em um governo daquilo que não existiu.

 

“Falou-se muito o que o povo queria ouvir e a gente está indo, claro que para votar aquilo que for interessante para o país e para ter as posições contrárias a aquilo que não é interessante”, afirmou.

 

Juarez revelou que tem um medo muito grande de haver uma decepção com a gestão de Bolsonaro diante de tamanha expectativa que tem sido criada. Principalmente por hoje o país viver uma onda radical de petismo e do Bolsonarismo, não sendo mais possível ter uma discussão saudável sobre política. “Se for discutir política pelo celular, ele quebra, arrebenta ou queima na sua mão”.

 

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