Cuiabá, 18 de Julho de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018, 14:41 - A | A

18 de Dezembro de 2018, 14h:41 - A | A

POLÍTICA / LIDERADO POR EX-SECRETÁRIO

Juiz diz que esquema na saúde é mais "grave" que a do Comando Vermelho

Claryssa Amorim



(Foto: Reprodução/Web)

 

Após investigações contra organizações criminosas na saúde pública, onde o ex-secretário de saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, um dos alvos da 2ª fase da operação “Sangria, deflagrada nesta terça-feira (18), o juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, fez uma comparação e declarou que esse caso é pior que a atuação da facção do Comando Vermelho (CV) de lavagem de dinheiro, que resultou na operação “Red Money”.

 

“(...) De todos os processos que trabalhei, esses são os fatos concretamente mais graves, talvez, até mais graves que atuação dos membros da facção Comando Vermelho (Operação Red Money)”, disse o juiz que concedeu a autorização para a deflagração da 2ª fase da Polygonum.

 

A declaração de Faleiros foi após as investigações que foram encontradas inúmeras irregularidades. Para ele, a organização criminosa na saúde é pior, pois pessoas morreram na fila de espera para uma cirurgia de alta complexidade, que são as cardíacas e neurológicas, mas não conseguiram diante da ação do grupo que monopolizava o serviço de saúde e superfaturavam em contratos.

 

A fraude era em licitação de prestação de serviços na saúde pública, sendo nas UTIs e clínica médica, além de lavagem de dinheiro. Foram presos nesta terça-feira, além do ex-secretário Huark, Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Luciano Correa Ribeiro, Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali.

 

Indignado o magistrado ainda citou que os fatos descobertos são “extremamente graves” e que nunca foram tratados a devida “intensidade”. Ele ainda disse que há anos a organização estava dominando o mercado de forma ilícita e outras esferas do direito, sendo a civil, administrativo, financeiro e tributário, não foram suficientes para “frenar” a atuação dos envolvidos.

 

 

Para a Polícia Civil, Huark é o principal suspeito de ser o líder da organização criminosa que atuava nas frentes de cargos políticos importantes parar proporcionar o direcionamento das licitações e serviços de saúde para as empresas: Proclin, Prolabore e Qualycare. O ex-secretário é sócio das empresas citadas, em que há suspeita de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

 

2ª fase Sangria

 

A Polícia Judiciária Civil deflagrou nesta terça-feira (18), a 2ª fase da operação Sangria, onde cumpriu oito mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. 

 

Entre os alvos estão o ex-secretário de saúde, Huark, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, que são investigados em crimes de obstrução à Justiça praticada por organização criminosa e coação no curso do processo.

 

A investigação da operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

 

O nome da operação “Sangria” é alusivo a uma modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças, que pode ser de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia.

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