Cuiabá, 29 de Maio de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 11 de Julho de 2017, 13:52 - A | A

11 de Julho de 2017, 13h:52 - A | A

POLÍTICA / "SEM PAPAS NA LÍNGUA"

Júlio Campos já acena para uma disputa eleitoral e aconselha Taques a dialogar mais

Da Redação



(Foto: Reprodução)

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Esbanjando vitalidade e bom humor - após se submeter em março deste ano, a um procedimento cirúrgico para realizar um transplante de fígado, no Hospital São Carlos, em Fortaleza -,  o ex-deputado federal, o democrata Júlio Campos, vem demonstrando, em suas últimas entrevistas, vontade de concorrer a um cargo eletivo nas próximas eleições.

 

Nesta terça-feira (11), em entrevista à uma rádio na Capital, Campos que tem um currículo político que passa desde vereador, deputado federal, senador a governador do Estado, voltou a revelar um novo ânimo após o procedimento cirúrgico.

 

Desde, claro, que a disputa não passe pelo Paiaguás, sob a argumentação que não tem mais 'idade e nem paciência para enfrentar greve de professores, nem tampouco de polícia, mas coloca seu nome a disposição para outros cargos como deputado estadual e até vice-governador'.  E ainda desabafa: está muito difícil hoje exercer o cargo de governador.

 

De acordo com o democrata, ele está disposto a colocar o seu nome como opção, mas obviamente tudo dependerá do quadro e do momento. 

 

'O ex-senador Jaime Campos, que é meu irmão, acha que não devo entrar porque tem alguns compromissos. Eu não descarto a possibilidade, se tiver que sair candidato eu prefiro aqui no Estado mesmo, ou para deputado estadual ou até vice-governador”, afirmou.

 

Questionado sobre as investigações dos grampos ilegais, o ex-deputado federal afirmou que o assunto é muito sério, e não pode ser investigado de forma apressada, ressaltando que as autoridades não podem “tampar o sol com a peneira”.

 

'Hoje o mundo mudou e os políticos que ainda não se adaptaram a nova ferramenta que são as redes sociais, a rapidez das informações online e, que sobretudo, não deseje ter uma vida transparente, já está fora do processo. Aqui em Mato Grosso, eu acredito que o governo do Estado, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, os órgãos que dirigem a sociedade têm realmente que colocar tudo às claras, para que seja descoberto os autores da rede clandestina de escutas e quem, de fato, foi  prejudicado po elas', opinou.

 

Conhecido pela criticidade e 'sem papas na língua', Campos classificou a administração do governador tucano Pedro Taques como individualista. Lembrando que o tucano estaria com um nível de confiablidade popular ainda maior do que possui, se tivesse dado mais abertura ao diálogo com os partidos que o apoiaram na campanha a governo, como o DEM.

 

'Taques poderia estar muito melhor, se tivesse usado mais o diálogo, ouvido mais as pessoas experientes. O erro começou quando ele formou um governo individualista, sem ouvir os seus amigos que participaram de sua campanha, sem ouvir os partidos que lhe apoiaram. Ao anunciar o secretariado, você lembra muito bem, nenhum partido teve o direito de indicar', revelou.

 

Para Júlio Campos, sua posição quanto ao gestor estadual é tranquila, porque os democratas não têm nenhum secretário de Estado filiado ao partido no governo, ainda lembrando que também nunca foram chamados nem para indicar nem para participar.

 

“Tem um cidadão do DEM que foi indicado como presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), que era do PSB, Cândido Teles, que foi deputado pelo PSB, posteriormente se filiou conosco. O que ocorreu foi que o governador o conheceu, viu sua competência, teve experiência na Embrapa, então o governador o convocou sem indicação, foi uma nomeação técnica concidentemente nosso aliado”, explicou.

 

Ainda sob a observação política de Júlio Campos, ao longo destes três anos de gestão, Taques perdeu aliados e amigos 'e que o momento é resgatar estas pessoas como os petebistas Osvaldo Sobrinho e Chico Galindo, ambos do PTB. Ou Otaviano Piveta, atualmente sem partido e amigo pessoal do governador. Pessoas que estiveram com ele na campanha, fizeram parte do comitê político e agora - por algum motivo político ou de ordem pessoal -, estão distantes de sua administração', finaliza Campos. (Com informações da Rádio Capital FM)

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