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POLÍTICA Sexta-feira, 28 de Julho de 2017, 12:49 - A | A

28 de Julho de 2017, 12h:49 - A | A

POLÍTICA / AINDA NA JUSTIÇA

Júlio diz que cassação significa retrocesso para VG; Jayme fala em conspiração contra Lucimar

Rayane Alves



(Foto: Reprodução/Web)

Julio e Jayme.jpg

 

O ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos (DEM) assegurou durante entrevista a Live do Site Única News, que caso a prefeita Lucimar Campos (DEM) perca o mandato, com a ação que tramita na Justiça Eleitoral, onde está sendo investigada por suspeitas de gastos ilícitos com a publicidade durante a campanha eleitoral de 2016, Várzea Grande poderá retroceder anos. Principalmente em se tratando de ações sociais e, sobretudo, por causa de uma série de obras que já foram iniciadas em sua gestão.

 

Nas últimas eleições, Lucimar Campos foi reconduzida ao cargo de prefeita, após disputar a prefeita de Várzea Grande com o ex-deputado estadual Pery Taborelli (PSC). Ele, aliás, é o autor da denúncia que resultou na cassação, tanto do mandato da prefeita quanto do vice-prefeito José Aderson Hazama (PRTB). 

 

Na decisão, o juiz da 20ª Zona Eleitoral José Rondon Luz determinou que Lucimar Campos e o secretário de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, paguem multa de R$ 60 mil. Já o vice-prefeito José Hazama foi multado em R$ 5 mil por não ter poder de decisão sobre as despesas irregulares.

 

Além disso, a decisão também determinou que o presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Chico Curvo (PSD) assuma o cargo de prefeito até que uma nova eleição seja realizada.

 

“Essa situação é complicado porque a cidade voltará a ter três prefeitos. Isso causa um clima de instabilidade política. Além disso, temos que pensar que todas as obras e serviços que estavam programadas para acontecer ficaram atrasadas, porque certamente os olhos ficam voltados para outras ações”, defendeu Júlio Campos.

 

Em maio de 2015, esse mesmo cenário político foi registrado no município. Em uma tarde, Várzea Grande ficou com três prefeitos, sendo que um deles estava cassado (Walace Guimarães PMDB), um empossado, sendo o presidente da Câmara de Vereadores, Jânio Calistro (PMDB) e outra diplomada pela Justiça Eleitoral como prefeita, Lucimar Campos.

 

“Enquanto o processo corre, Lucimar continua no cargo. Mas, até a oposição fala que a família Campos é a única que sabe administrar a cidade. Lucimar já foi primeira-dama, entende e sabe - de cor e salteado -, as necessidades do povo, porque já realizou vários trabalhos sociais. A cidade está com outro astral, melhorou a situação do saneamento básico, asfalto, mesmo o dinheiro sendo o mesmo. O que aconteceu é que a corrupção parou e as obras apareceram. As contas estão sendo pagas em dia. E a administração já deixou claro, erro de secretários são deles, que cada um segure e responda por seus problemas”, ainda afirmou Campos. 

 

Já o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), vai mais longe e garantiu nesta última quinta-feira (27), que existe uma “conspiração” para cassar o mandato de sua esposa, a prefeita Lucimar. “Aqui em Várzea Grande, a coisa é séria. Os malandros, aqueles que usurparam, que chuparam do erário público, estão sentidos. Então, agora, estão disseminando a tese da conspiração, querendo cassar o mandato da Lucimar. Não vão cassar coisa alguma”, desabafou Jayme.

 

Com relação ao mandato cassado em junho deste ano, o secretário pontuou que está confiante de que conseguirão reverter o processo, pois os gastos foram motivados pela necessidade de realização de campanha na área da Saúde. 

 

“Não estamos preocupados. Os nossos advogados já tomaram as providências. Já recorremos ao Tribunal Regional Eleitoral e vamos aguardar. Eles vão julgar se a prefeita de fato cometeu ilícito. O que ela fez foi uma campanha de divulgação contra a dengue, chikungunya e hanseníase. Seu ato foi para beneficiar o povo de Várzea Grande. Então, estamos muito tranquilos, tanto é que estamos lançando convênios e ordens de serviço dentro da normalidade”, explicou.

 

Ainda conforme o secretário, a vitória nas urnas, com 76% dos votos, deve ser respeitada. 

 

Afinal, disse Jayme, 'como é que se pode pedir a cassação de uma prefeita que teve 80% dos votos? Uma prefeita que indiscutivelmente, sem falsa modéstia tem feito um trabalho exemplar. O resultado quem deu foram as urnas, e as urnas têm que ser respeitadas, 80% não é para bico de qualquer um, né'.

 

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